Estudo longitudinal na Suíça: a esperança de vida das pessoas que vivem com VIH
Um estudo realizado na Suíça entre 1988-2013, analisou a esperança de vida, e incluiu a população geral (927.583 residentes) e 16.532 pessoas a viver com o VIH. Neste estudo, Gueler et al., comparou a esperança de vida relativamente aos níveis de educação.
A proporção de pacientes que morreram durante o acompanhamento diminuiu de 65,1% na era da monoterapia (tratamentos mais antigos), para 2,4% na terapia antirretroviral mais recente (TAR). Na era mais recente da TAR, a expectativa de vida aos 20 anos era de 52,7 anos entre os participantes com escolaridade obrigatória, em comparação com os 60,0 anos entre aquelas/es com ensino superior. Observou-se apenas ligeiros aumentos na população geral, de 61,1 para 61,5 anos nas pessoas com escolaridade obrigatória e de 65,4 para 65,6 anos nas pessoas com ensino superior.
No período da TAR mais recente, as pessoas VIH-positivas continuaram a ter uma esperança de vida estimada que era inferior à dos seus pares da população em geral. No entanto a esperança de vida em pessoas VIH-positivas com educação superior foi semelhante à expectativa de vida de indivíduos da população geral com escolaridade obrigatória. O sexo masculino, o tabagismo, o uso de drogas injetáveis e a baixa contagem de células CD4 + foram independentemente associados à mortalidade, no inicio da TAR.
Em conclusão, os resultados do estudo sugerem que a esperança de vida entre as pessoas que vivem com VIH poderia ser melhorada e as desigualdades educacionais reduzidas com o início mais precoce da TAR assim como com programas eficazes para terminar com o tabagismo adaptados à população que vive com o VIH.
Encontre o estudo aqui.
