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Novo estudo mostra que o risco de contrair o VIH triplica nas mulheres durante a gravidez, quadruplica após o parto.
Estes resultados enfatizam a necessidade de prevenção nesta situação.
Estudo apresentado na Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI) em Boston por Renee Heffron, Ph.D., M.P.H., University of Washington at Seattle.
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A PrEP é segura para mulheres grávidas que querem uma profilaxia de prevenção, de acordo com estudo
A profilaxia pré-exposição, ou PrEP, pode ser usada com segurança por mulheres grávidas, de acordo com nova pesquisa apresentada na conferência HIV Research for Prevention (HIVR4P2018) em Madrid, Espanha.
Segundo o estudo, que avaliou mulheres grávidas e bebés no Quénia, xs bebés nascidxs de mulheres que tomaram PrEP não tinham mais probabilidade de estar abaixo do peso, nascer prematuramente ou ter defeitos congénitos em comparação com bebés nascidos de mulheres que não tomaram PrEP.
Embora as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomendem a PrEP para gestantes de alto risco, esses dados devem assegurar as profissionais de saúde que é seguro prescrever a PrEP para qualquer mulher que precise dela, independentemente do estado da gravidez.
Uma recente descoberta de meta-análise observou que o risco de uma mulher de contrair VIH triplica durante a fase tardia da gravidez e durante as semanas após o nascimento.
O Data Dettinger apresentado em Madrid é um estudo de grande escala sobre a segurança da PrEP em mulheres grávidas. Dettinger e suas/seus colegas analisaram dados coletados durante o Programa de Implementação da PrEP para Mulheres e Adolescentes (PrIYA), que examina os desafios da implementação da PrEP entre as mulheres no condado de Kisumu, no Quénia. Ao longo de cerca de um ano, a Priya selecionou quase 25.000 mulheres para fatores de risco para o VIH e iniciou cerca de 4.000 dessas mulheres em PrEP.
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Um estudo foi realizado, nas mulheres quenianas com baixo risco de VIH, sobre o efeito do ácido acetilsalicílico (aspirina) e outros anti-inflamatórios nas células VIH.
O estudo piloto foi publicado Journal of the International AIDS Society, sabendo do papel da inflamação na transmissão do VIH.
A transmissão do vírus requer uma célula alvo suscetível no hospedeiro humano. As células imunes ativadas são mais suscetíveis à infeção pelo VIH do que as células em repouso. E sabe-se que a inflamação traz células-alvo do VIH ativadas para o trato genital feminino.
O estudo descobriu que a Aspirina é o mais eficaz anti-inflamatório. Reduziu no numero de células alvo do VIH no trato genital feminino em 35 por cento. O reduzido número é similar ao das mulheres quenianas de alto risco ao VIH que permaneceram não infetadas.
Este estudo pode trazer uma alternativa menos estigmatizante, a ser usada com outras abordagens para a prevenção da transmissão do VIH.
Encontre mais aqui.
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Biktarvy é um novo medicamento que inclui num só comprimido:
- bictegravir — 50 mg
- TAF (tenofovir alafenamida) — 25 mg
- FTC (emtricitabina) — 200 mg
Destes três medicamentos, bictegravir é novo e pertence à classe de inibidores da integrase. As diretivas (nos países de alto rendimento) recomendam iniciar o tratamento com inibidor da integrase por serem bem tolerados e eficazes. Também são recomendados para continuação de tratamento. Como os estudos destes medicamentos não incluíram mulheres com VIH foram agora conduzidos estudos exclusivamente com mulheres.
Neste estudo, da Gilead, foram incluídas 470 mulheres (do Uganda, Federação Russa, Tailândia, Estados Unidos, República Dominicana) em tratamento antirretroviral com carga viral suprimida.
Depois de 48 semanas o estudo observou que o Biktarvy era igualmente eficaz e bem tolerado que outros regimes. Um pequeno número de gravidezes sem quaisquer efeitos nocivos na criança. Contudo, mais estudos são necessários antes de aferir a segurança do Biktarvy durante a gravidez.
Biktarvy é novo e as mulheres que vivem com VIH devem ter cuidado com o seu uso devido a preocupações sobre potenciais efeitos adversos no feto.
Encontre o estudo aqui.
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Noventa por cento das mulheres relatam ter cólicas menstruais dolorosas pelo menos em parte do tempo.
Em todo o Mediterrâneo, a erva doce tem sido tradicionalmente usada para aliviar a menstruação dolorosa. Chamamos de sementes, mas na verdade são pequenos frutos inteiros. A sua eficácia no tratamento de cólicas menstruais é debatida no vídeo Sementes de Funcho para Cólicas Menstruais e SPM (síndrome pré-menstrual). No estudo foi usado extrato de semente de erva-doce.
- As mulheres começaram por classificar a sua dor como seis em dez, que desceu para um quatro uma hora depois de tomar o extrato de erva-doce.
- Cinquenta e dois por cento das mulheres classificaram o tratamento com erva-doce como excelente, comparado com apenas 8% daquelas no grupo do placebo que receberam apenas cápsulas placebo contendo apenas farinha.
Mas usualmente as mulheres tomam medicamentos como o ibuprofeno. Mas num estudo comparativo, a maioria das mulheres começou com dor severa, mas acabou sem dor após o tratamento, e a erva-doce funcionou tão bem quanto o ibuprofeno – mas sem os efeitos colaterais do medicamento, que incluem diarreia, erupções cutâneas, anemia autoimune e toxicidade renal.
Uma desvantagem de tomar erva-doce, para as mulheres, é o aumento de sangramento em cerca de 10%. As cólicas menstruais são causadas pela contração do útero com tanta força que seu suprimento de sangue é comprometido, e achamos que a erva-doce funciona através do relaxamento muscular. Também ajuda na cólica infantil, que se acredita ser causada por espasmos intestinais. A vantagem da erva-doce é, também, a ausência de efeitos colaterais, ao contrário dos medicamentos comumente usados para a cólica. De fato, o cloridrato de diciclomina pode funcionar muito bem para que seu bebê pare de chorar – desenvolvendo efeitos colaterais como a morte.
O gengibre é eficaz para as cólicas menstruais e reduz o sangramento quando uma oitava de colher de chá de gengibre em pó é tomada três vezes por dia durante a menstruação.
– Isso é importante, uma vez que muitas mulheres jovens sofrem de anemia devido ao sangramento menstrual intenso.
– Num estudo, a quantidade de perda de sangue foi estimada usando um sistema de pontuação que deu pontos para o nível de saturação e tamanho do coágulo.
– Com a toma de gengibre, estes passaram de meia xícara por período até um quarto de xícara.
– O gengibre parece ser um tratamento altamente eficaz para a redução da perda de sangue menstrual. É barato, é fácil de usar e pode ter menos efeitos secundários do que medicamentos e abordagens invasivas.
– O gengibre pode também funcionar melhor para o síndrome pré-menstrual (SPM). Um oitavo de colher de chá duas vezes ao dia, por uma semana, antes da menstruação reduz significativamente o humor e sintomas físicos e comportamentais associados ao SPM. Enquanto a erva doce pode ajudar com a ansiedade e depressão relacionadas com o SPM isso não acontece com os sintomas físicos e emocionais.
Outras intervenções dietéticas que podem ajudar incluem uma redução no consumo de sal e gordura animal.
O SPM e os seus sintomas não devem ser desconsiderados e devemos usar o que funciona sobretudo se não tem efeitos secundários.
Encontre o artigo original aqui.
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Pessoas que tomam profilaxia pré-exposição (PrEP) intermitentemente (on demand), ou seja, antes e depois da relação sexual, previnem a infeção ao VIH da mesma forma do que as pessoas que tomam PrEP diariamente (uma vez por dia).
A PrEP intermitente ou pericoital (ou on demand) requer a toma de 2 comprimidos de Truvada [tenofovir/emtricitabine] no prazo de 24 a 2 horas antes da primeira relação sexual, e depois 1 comprimido todas as 24 horas durante o período de atividade sexual com um comprimido depois da última relação sexual e um último comprimido 24 horas depois, de acordo com o estudo Prévenir.
A eficácia deste regime/dosagem PrEP foi anteriormente demonstrado no estudo IPERGAY.
A amostra destes estudos é maioritariamente HSH.
Encontre o estudo aqui.
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Programa DREAMS (Determined, Resilient, Empowered, AIDS-free, Mentored and Safe).
DREAMS Namíbia é uma iniciativa que empodera as adolescentes e as jovens mulheres para permanecerem livres de VIH e alcançarem o seu potencial.
Esta iniciativa pretende ir além do setor da saúde, abordando os fatores estruturais que aumentam direta e indiretamente o risco de contrair o VIH nas meninas e as jovens, incluindo pobreza, desigualdade de género, violência sexual e reduzida educação.
Encontre o artigo aqui.
Imagem: Population council
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Neste artigo de jornal revela-se que um novo estudo descobriu que o teste do VPH (vírus do Papiloma Humano) foi melhor do que o exame de Papanicolau na deteção de alterações pré-cancerosas que podem levar ao cancro do colo do útero.
Um teste ao VPH deteta alterações pré-cancerosas do colo do útero mais cedo e com mais precisão do que o exame de Papanicolau, de acordo com um grande ensaio clínico publicado.
O estudo randomizado e controlado mostrou que o teste do vírus do Papiloma Humano é mais sensível que o exame de Papanicolau, um teste amplamente utilizado que tem sido parte integrante da assistência preventiva de saúde, por décadas, mas apresenta desvantagens.
Várias/os especialistas previram que os resultados estimulariam os esforços para substituir totalmente o teste de Papanicolau pelo teste do VPH. “É um estudo importante”, disse Jason Wright, oncologista ginecológico, do Columbia University Medical Center ,que não esteve envolvido no estudo. “Isso mostra que fazer apenas o teste do VPH fornece um alto grau de precisão” sobre quem pode estar em risco de cancro do colo do útero.
A infeção por VPH é a infeção sexualmente transmissível mais comum e geralmente é eliminada pelo sistema imunológico em um ou dois anos. Mas quando uma infeção persiste, pode causar alterações celulares que se desenvolvem em lesões pré-cancerosas e, eventualmente, malignidades. Quase todos os casos de cancro do colo do útero são causados por infeções por VPH.
Encontre o artigo original aqui.
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http://gileadhivmedia.com?default=lA4kf2RT
A campanha, estou na pílula (Truvada), promovida pela Gilead, destina-se a educar as pessoas sobre a terapia diária (profilaxia pré-exposição, PrEP) que, quando tomada todos os dias e usada em conjunto com práticas sexuais mais seguras, pode ajudar a prevenir o VIH.
O anúncio começou a ser exibido em 25 de junho em várias plataformas de comunicação social, incluindo a transmissão na TV, nos Estados Unidos da América.
Encontre mais informação aqui.
Encontre o video aqui.
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Pode a campanha Indetetável = Intransmissível (I = I), estabelecida para a transmissão sexual do VIH, ser aplicada à transmissão do VIH através da amamentação? A Sociedade Clínica Europeia da SIDA (EACS) e, até certo ponto, as diretrizes americanas declaram agora que as mães com VIH que desejam amamentar devem ser apoiadas, com maior monitorização clínica e virológica.
Este estudo resume as evidências existentes sobre a transmissão do VIH através da amamentação, as diferenças na dinâmica do VIH e carga viral entre o leite materno e plasma, e os efeitos da terapia antirretroviral em crianças.
Atualmente, existem evidências insuficientes para fazer recomendações claras sobre a frequência necessária de monitoramento clínico e virológico para mãe e bebé numa relação de amamentação ou para a ação a ser tomada no caso de alteração viral. Propõe-se um roteiro de pesquisa colaborativa para fornecer as evidências que faltam para permitir que as mães que desejam amamentar façam uma escolha totalmente informada.
O estudo é inconclusivo e pode ser encontrado aqui.
