SERES - regressar ao ínicio

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2011-06-04 14:31:28
relatório da UNAIDS

O número estimado de pessoas que vivem com o VIH aumentou ligeiramente de 33.3 milhões para cerca de 34 milhões (Joint United Nations Programme on HIV/AIDS - UNAIDS). Mas no final do ano passado, os antiretrovirais que prolongam a vida alcançaram mais pessoas em países de recursos limitados do que nunca – 6.6 milhões.

As taxas de novas infecções em todo o mundo desceram 25% entre 2001 e 2009. "O mundo encontra-se numa encruzilhada", escreveu o secretário-geral da ONU, no prefácio de "AIDS at 30,"uma referência ao surgimento da epidemia pela primeira vez em 1981. "O número de pessoas infectadas e a morrer está a diminuir, mas os recursos internacionais necessários para manter este progresso diminuíram pela primeira vez em 10 anos, apesar das enormes necessidades não satisfeitas."


Apesar de actualmente se gastar 15,9 bilhões dólares por ano no mundo na luta contra a epidemia, existem 9 milhões de pessoas que necessitam de tratamento e ainda não têm acesso aos anti-retrovirais, refere o relatório. Michel Sidibé, director executivo da ONUSIDA, alega que, no passado, a resposta era financiada por alguns países ricos mas actualmente, é necessário que os países em desenvolvimento aumentem os seus compromissos financeiros também. E afirma "Não sei como poderemos prosseguir sem compartilhar o fardo entre os países desenvolvidos e nações emergentes".

A ONUSIDA emitiu o relatório para coincidir com a Reunião de Alto Nível sobre SIDA da Assembleia Geral da ONU, que reunirá os países membros, em Nova Iorque de 8 a 10 de Junho com o intuito de construir uma nova declaração sobre a melhor forma de enfrentar a epidemia. Michel Sidibé referiu que "Esta é uma reunião sem precedentes e é um momento de definição". 

Nos preparativos para a reunião, muito do debate ficou centrado se a declaração fará um compromisso corajoso no sentido de expandir o número de pessoas em tratamento até 2015. "Estamo-nos a esforçar para um mínimo de 15 milhões", disse Sidibé. "Eu sei que os ativistas querem ainda mais, mas sendo realista, se pudermos mudar a partir do número que temos hoje para alcançar 15 milhões em 2015, será um enorme o sucesso."

A ONUSIDA estima que o alargamento do tratamento irá custar 22 bilhões de dólares por ano até 2015. Sidibé salienta que o alargamento do tratamento é um investimento extremamente importante. Além de prevenir a doença e a morte, o tratamento é também uma ferramenta de prevenção essencial: existe actualmente uma abundante evidência que demonstra que pessoas infectadas em tratamento têm menos probabilidade de transmitir o VIH.

A "AIDS at 30", elogia muitos países pelo aumento da sua resposta ao VIH/SIDA, mas também refere as deficiências nítidas de resposta em diversas localidades. Mais de duas dezenas de países, por exemplo, apenas oferecem anti-retrovirais a menos de 20% dos que precisam de tratamento. "Temos de fazer o mundo responsável", diz Sidibé, que destaca a Rússia e a Ucrânia, dois países que mais o preocupam.

 

 Fonte: scienceinsider