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2011-03-02 20:44:46
Prognóstico: perda de massa muscular nos membros e acumulação de gordura associada a risco de mortalidade

A perda de massa muscular nos membros e a acumulação de gordura estão associadas a um aumento do risco de morte em pessoas que vivem com VIH.
Os investigadores do estudo FRAM (Fat Redistribution and Metabolic Change in HIV Infection) usaram ressonâncias magnéticas para monitorizar a massa muscular e os níveis de gordura em 1 200 doentes.
Três terços eram homens, com média de idade de 40 anos e média de IMC (índice de massa corporal) de 25 – no limite do excesso de peso.
A mortalidade foi monitorizada pelo período de cinco anos.
A perda de massa muscular nos membros e acumulação de gordura na zona da barriga foram ambos associados a um aumento do risco de morte.
Os investigadores tiverem em conta outros factores associados à mortalidade nas pessoas que vivem com VIH.
A análise demonstrou que as pessoas com menor quantidade de músculo nos membros e com maiores quantidades de gordura na zona abdominal tinham o dobro de probabilidades de morrer. Os investigadores calcularam que 15% do excesso de mortalidade observado nas pessoas que vivem com VIH poderia ser atribuído a estes factores.
Contudo, a lipodistrofia – perda de gordura causada por alguns medicamentos anti-retrovirais, em especial o d4T (stavudine Zerit®) e, em menos extensão, AZT (zidovudine, Retrovir®) – não foi associado a um aumento do risco de morte.
Que implicações tem esta investigação?
A perda de músculo e acumulação de gordura fazem parte do processo de envelhecimento.
Os investigadores expressam preocupação pois o IMC nem sempre foi uma medida exacta na composição corporal do indivíduo. Por essa razão, recomendam que a gordura abdominal deva ser avaliada através da medição da cintura.
Estudos em pessoas seronegativas para o VIH demonstraram que o fortalecimento muscular é um importante marcador no prognóstico. Os investigadores concluem que tal é promissor, uma vez que sugere que o exercício pode ajudar a melhorar o prognóstico das pessoas que vivem com VIH.
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Fonte: NAM aidsmap