SERES - regressar ao ínicio

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2011-03-16 13:13:43
neuropatia ainda é comum

A neuropatia periférica continua ainda a ser comum entre as pessoas sero+.

"A neuropatia periférica persiste nos pacientes com VIH apesar da melhoria da função imunológica e o controlo virológico associada com a combinação terapêutica antiretroviral e decréscimo de uso de drogas neurotóxicas", comentam os investigadores.

Desordens neurológicas como a neuropatia periférica são reconhecidas complicações da infeção ao VIH. O virus é a sua própria causa, e alguns antiretrovirais (ARV) mais antigos como o d4T, ddI e ddC podem causar danos no nervo. Por outro lado, a idade está associada com a deterioração da função neurológica, e algumas das comorbidades que são comuns nas pessoas sero+, como a diabetes, podem aumentar o risco de desordens neurológicas.

Os tratamentos com ARV com elevado risco de neuropatia periférica já não são recomendados nos países de elevado rendimento.

Contudo, a compreensão desta desordem ainda é imperfeita, por isso investigadores americanos desenharam um estudo para determinar:

- A prevelência da neuropatia periférica e os seus sintomas nas pessoas que iniciam os ARV.
- o fatores de risco para esta desordem e os seus sintomas.
- preditores para a recuperação depois de deixar os ARV com drogas tóxicas. 
- fatores de risco para a neuropatia e seus sintomas aquando da toma de ARV neurotóxicos.

O estudo incluiu 2.141 individuos que estavam a iniciar os ARVs pela primeira vez.

No inicio, 23% dos sujeitos apresentaram uma reduzida sensação periférica ou reflexos do tornozelo e 4% reportaram sintomas associados com a neuropatia periférica. Sendo que 82% tinham carga abaixo das 400 cópias/ml e 70% tiveram um aumento de contagem de CD4 acima das 350 células/mm3.

Três anos depois de iniciado o tratamento, 32% dos sujeitos apresentavem uma sensação reduzida ou reflexos do tornozelo, e 9% tinham sintomas de neuropatia periférica.

Fatores associados com a neuropatia incluem nomeadamente uma idade mais avançada, baixos niveis iniciais e correntes da contagem de CD4, o uso de ARVs neurotóxicos, altura mais elevada,...

Sintomas da doença estavam associadas com a idade mais avançada, uma baixa contagem de CD4, uma elevada carga viral inicial, uso de ARVs neurotóxicos, diabtes, altura mais elevada, uso de estatinas, e uma duração mais curta de terapia ARV.

Os sujeitos que pararam a sua toma de ARVs neurotóxicos depois de desenvolver neuropatia periférica e os seus sintomas foram seguidos para avaliar a sua recuperação.

Cerca de metade dos sujeitos (54%) continuaram a ter neuropatia e os sintomas persistiram em 18% dos sujeitos.

Os investigadores acreditam que suas descobertas têm implicações para a gestão futura dos pacientes. E comentam, "dado o rápido envelhecimento da população sero+ devido a uma terapia bem sucedida, a intersecção do envelhecimento e aumento do risco de neuropatia prenuncia actuais desafios desta complicação para a terapêutica do VIH."

A associação entre diabetes e neuropatia também preocupa os investigadores, e referem: "Esta é uma descoberta muito grave, dado o crescente impacto da resistência à insulina e diabetes no contexto da infeção por VIH."
 

Fonte: http://www.aidsmap.com/Neuropathy-still-common-in-patients-with-HIV-older-age-a-risk-factor/page/1687910/