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Category : Notícias

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  • OMS: orientações para amamentação e VIH

    January 14, 2026
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    A OMS recomenda que as mães com supressão viral que vivem com VIH, em terapia antirretroviral (TARV) eficaz e aderentes a esta, devem amamentar exclusivamente durante os primeiros 6 meses, introduzir alimentos complementares até aos 12 meses e continuar a amamentar com alimentos sólidos até aos 24 meses ou mais, semelhante à população em geral, uma vez que a TARV reduz drasticamente o risco de transmissão, embora não a zero. O fundamental é a adesão consistente à TARV, o monitoramento regular da carga viral e o apoio abrangente para minimizar o risco muito baixo, mas existente, de transmissão, com fórmula ou leite de doadoras como alternativas, se necessário.

    Recomendações da OMS para mães com supressão viral:

    • Amamentação exclusiva: durante os primeiros 6 meses.
    • Amamentação continuada: com alimentos complementares até aos 12 meses e, potencialmente, até aos 24 meses ou mais.
    • Aderência à TARV: A adesão total à terapia antirretroviral é crucial para reduzir o risco de transmissão.
    • Sistemas de apoio: As mães precisam de apoio para a adesão à TARV e monitorização da carga viral, juntamente com apoio à lactação.
    • Alimentação mista: Aceitável com TARV; nem sempre é necessário interromper a amamentação se for adicionada fórmula.

    Considerações importantes:

    • O risco é muito baixo, mas não nulo: Embora a TARV torne a transmissão extremamente improvável, ela não é totalmente eliminada.
    • Benefícios da amamentação: A amamentação contínua oferece benefícios para a saúde do bebé (redução de infeções) e para a saúde materna (redução do risco de cancro).
    • O contexto é importante: as recomendações equilibram as necessidades globais de saúde (onde a amamentação é vital) com ambientes de altos recursos, onde a fórmula é uma opção.
    • Monitorização: A monitorização regular para reversão viral é essencial; a interrupção ou alimentação alternativa pode ser necessária se a carga viral aumentar.

    Resumindo, a OMS apoia a amamentação para mães com supressão viral em TARV, priorizando a amamentação exclusiva inicialmente, enfatizando a TARV sustentada e reconhecendo os benefícios de uma duração mais longa da amamentação quando segura e apoiada, alinhando-se com as práticas da população em geral, quando viável.

    Todos os bebés expostos ao VIH devem receber seis semanas de profilaxia pós-natal, de preferência com nevirapina, enquanto os bebés com maior risco devem receber profilaxia tripla reforçada. A profilaxia prolongada para bebés pode ser utilizada até que a supressão viral materna seja alcançada ou a amamentação seja interrompida.

     

     

     

  • Seres: 20 Anos a Mudar Vidas

    December 01, 2025
    0 Comment

    Seres: 20 Anos a Mudar Vidas. O Desafio Agora É Global.

    A Seres é mais do que uma associação; somos o primeiro e único refúgio, a rede de apoio e a voz incansável das mulheres que vivem com o VIH em Portugal. Ao longo de 20 anos, transformamos vidas através do apoio entre pares, formação, literacia em saúde e da defesa intransigente dos seus direitos.

    O nosso trabalho teve um impacto real nas mulheres nacionais. Contudo, para sermos verdadeiras à nossa missão de apoio a todas as mulheres, temos de enfrentar a emergência que as estatísticas revelam.


    📊 A Realidade do VIH em Portugal: Os Dados do INSA 2024

    Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) tornam inegável a necessidade de direcionar a nossa intervenção para as mulheres migrantes.

    I. O Perfil Epidemiológico Feminino

    • Novos Casos: Em 2024, 27,2% dos novos diagnósticos de VIH em adolescentes e adultos foram em mulheres.
    • Modo de Transmissão: A principal via de infeção continua a ser a transmissão heterossexual, respondendo por 89,5% dos novos casos femininos.
    • Diagnóstico de SIDA: Dos novos casos de SIDA em 2024, 35,6% foram em mulheres, também predominantemente por transmissão heterossexual (87%).
    • Idade ao Diagnóstico: A idade mediana ao diagnóstico foi de 43 anos para o VIH e 44 anos para a SIDA, sugerindo diagnósticos tardios.

    II. O Foco Crítico: Mulheres Migrantes

    O panorama geral dos novos diagnósticos de VIH (englobando ambos os géneros) já demonstra que a maioria ocorreu em pessoas nascidas fora de Portugal (53,6%). Mas o impacto nas mulheres é gritante:

    • Proporção Alarmante: As mulheres migrantes representam aproximadamente 4 em cada 10 novos diagnósticos femininos.
    • Origem Geográfica: A maioria provém de países da África Subsariana, com destaque para as cidades de Amadora, Sintra e Odivelas, onde a maioria dos casos em mulheres ocorreu em pessoas nascidas nestes países. Há também casos relevantes de mulheres oriundas da América Latina.
    • Vulnerabilidade e Acesso:
      • As mulheres migrantes enfrentam taxas ainda mais elevadas de diagnóstico tardio, muitas vezes devido a barreiras linguísticas, culturais ou administrativas no acesso ao sistema de saúde.
      • O relatório sublinha que este grupo enfrenta maior vulnerabilidade social e económica, o que aumenta o risco de infeção e dificulta a adesão ao tratamento.

    III. A Prevenção da Transmissão Vertical (Mãe-Filho)

    O acompanhamento da gravidez revela a urgência de uma resposta focada:

    • Incidência: Entre 2015 e 2024, nasceram 2.185 crianças de mães a viver com o VIH, com uma taxa de transmissão mãe-filho de apenas 0,73%.
    • Origem das Mães: Desde 2017, predominam as mães de nacionalidade estrangeira, maioritariamente de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
    • Diagnóstico Tardia e Origem Africana: Nos casos de diagnóstico da infeção pelo VIH que ocorreu durante a gravidez (o que implica maior risco de transmissão), 72,3% eram mulheres de origem africana. Cerca de 52,5% destas mulheres viviam em Portugal há um ano ou menos.

    IV. Discriminação e Direitos

    • Discriminação: 158 mulheres que vivem com VIH relataram algum tipo de discriminação relacionada à infeção.
    • Direitos: A Seres alinha-se com a conclusão do INSA: a igualdade de género é essencial para uma abordagem eficaz à SIDA, com ênfase no cumprimento dos direitos humanos e fundamentais das pessoas afetadas.

    📢 O Chamamento da Seres

    O novo foco da Seres nas mulheres migrantes não é uma opção, é um imperativo de saúde pública e de direitos humanos. Elas estão a ser diagnosticadas mais tarde e enfrentam maiores barreiras no acesso e na adesão ao tratamento.

    A Seres tem o conhecimento, a experiência de 20 anos de apoio entre pares e a missão. Agora, precisamos de reorientar os nossos recursos para ir ao encontro destas mulheres e garantir que a sua voz seja ouvida e os seus direitos sejam protegidos.

  • compreender os distúrbios de sono em pessoas com VIH

    September 25, 2025
    0 Comment

    Pessoas com VIH apresentam maior incidência de distúrbios cardiometabólicos, de humor e cognitivos.

    A má qualidade e a insuficiência do sono estão associadas a um risco aumentado dessas comorbidades e são mais comuns em pessoas com VIH.

    Embora revisões anteriores tenham explorado a prevalência e os fatores de risco para queixas relacionadas ao sono em pessoas com VIH, poucas diferenciaram essas queixas por possíveis causas subjacentes.

    Os distúrbios do sono em pessoas com VIH podem surgir de fatores específicos do VIH que perturbam o sono, incluindo efeitos diretos do vírus, inflamação crónica e tratamento antirretroviral.

    Há também evidências de que o sono é mais frágil em pessoas com VIH e que alguns distúrbios comuns do sono, como apneia obstrutiva do sono, insónia crónica e distúrbios do ritmo circadiano, podem ser particularmente problemáticos em pessoas com HIV.

    Compreender como o VIH perturba de forma única a fisiologia do sono pode informar o desenvolvimento de estratégias de gestão personalizadas e baseadas em mecanismos para melhorar a saúde do sono em pessoas com VIH/HIV.

    Encontre o artigo aqui.

  • Expectativa de vida em adultos com VIH em terapia antirretroviral

    September 25, 2025
    0 Comment

    Para pessoas com VIH em TARV e com contagens elevadas de células CD4 que sobreviveram até 2015 ou iniciaram a TARV após 2015, a esperança de vida era apenas alguns anos inferior à da população em geral, independentemente da data em que a TARV foi iniciada. No entanto, para pessoas com contagens baixas de CD4 no início do acompanhamento, as estimativas de esperança de vida eram substancialmente mais baixas, enfatizando a referida importância do diagnóstico precoce e do tratamento continuado do VIH.

    imagem artigo lancet

    Ver o artigo completo aqui.

  • Plano de atividades 2025 e balanço 2024

    July 28, 2025
    0 Comment

    plano atividades SERES 2025 com balanço 2024

  • Um relatório VIH 2024 na perspetiva da mulher

    December 01, 2024
    0 Comment

    Em Portugal vivem com o VIH, 19.081 mulheres (valores acumulados 1983 a 2023).

    As mulheres representam 27,9% dos novos casos de infeção (dos 873 casos diagnosticados durante o ano 2023 maiores de 15 anos). De salientar que a principal via de infeção, nas mulheres, é sobretudo via heterossexual (92,2%) e nesta categoria de transmissão, as mulheres, representam mais de metade das infeções (225 casos nas mulheres comparativamente a 203 casos em homens).

    A idade à data de diagnóstico, nas mulheres, situou-se sobretudo a partir dos 25 anos sendo que entre os 30 e os 39 anos se verificaram 23,4% dos novos casos, dos 40 aos 59 anos 33,6% dos casos, enquanto 13,9% foram diagnosticados em mulheres com idade superior a 60 anos. A idade mediana foi de 41 anos.

    Apesar dos novos casos de infeção entre 15-19 anos representar apenas 2,9% do total de casos, em 2024, as raparigas representam 46% dos casos nesta idade.

    53,1% dos novos casos ocorreu fora de Portugal, e nas mulheres 50% dos novos casos ocorreu em mulheres oriundas de Africa subsariana.

    “No período em análise foram diagnosticadas 15 infeções por VIH do tipo 2 (VIH-2). Esses diagnósticos ocorreram maioritariamente em mulheres (60,0%; 9/15), em pessoas com 50 ou mais anos (80,0%; 9/15) e em naturais da Guiné-Bissau (53,3%; 8/15).

    “A proporção de casos com contagens de CD4 inferiores a 350 cópias, revelador de diagnóstico tardio, mostrou-se ligeiramente superior nos casos de mulheres, bem como um aumento dessas proporções acompanhando o aumento da idade à data de diagnóstico, sendo atingido o valor de 69,9% nos casos com 50 ou mais anos, tal como observado nos anos anteriores”

    “Observou-se que em 30,9% do total dos casos os valores das contagens de CD4 foram inferiores a 200 cópias, que é indicador de doença avançada. Estes valores foram mais frequentes nos casos em mulheres (31,7%) e nos casos em homens que referem transmissão heterossexual (42,5%).

    As medianas de idades dos casos de SIDA foram mais elevadas em mulheres (46,0 anos).

    “Os 127 novos casos de SIDA de 2023 registaram-se maioritariamente em indivíduos nascidos fora de Portugal (51,2%), o mesmo se observando para os casos em mulheres (55,3%).”

    “Foram comunicados 111 óbitos, ocorridos em 2023, em pessoas que viviam com VIH, dos quais 58 (52,3%) em estádio SIDA. 11 mulheres faleceram, sendo que o modo de transmissão foi sobretudo heterossexual (70,8%). Em 29,4% destes óbitos em mulheres tinha decorrido apenas 1 ano à data de diagnóstico. DEP.

    “Em Portugal, até 30 de junho de 2024 foram notificados, cumulativamente, 68 627 casos de infeção por VIH, com diagnóstico ocorrido até 31 de dezembro de 2023, dos quais 23 955 atingiram o estádio de SIDA. Foram ainda comunicados 15 918 óbitos em pessoas que viviam com infeção por VIH, ocorridos no mesmo período.”

    “…a taxa anual de novos diagnósticos em Portugal mantém-se como uma das mais elevadas na União Europeia (UE). Nos anos mais recentes, até à pandemia de CoVID-19, correspondia a aproximadamente o dobro da taxa calculada pelo European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) para o conjunto dos países que integram a UE”.

     

    Encontre o relatório aqui.

    ou

    https://repositorio.insa.pt/handle/10400.18/9233

  • sabe qual é a diferença entre VIH-1 e VIH-2?

    August 28, 2024
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    Existem dois tipos de vírus VIH que as pessoas podem contrair, conhecidos como tipo 1 (ou VIH-1) e tipo 2 (ou VIH-2). O tipo 1 é de longe o mais comum.

    Dentro do tipo 1, existem quatro grupos diferentes (M, N, O e P), sendo o grupo M (de “major”) o mais prevalente. O grupo M divide-se ainda em vários clados ou subtipos diferentes. Por exemplo, o subtipo B é o mais prevalente na América do Norte e na Europa, enquanto o subtipo C predomina em grande parte da África subsariana e noutras partes do mundo.

    O tipo e o subtipo viral podem ser encontrados no relatório do ensaio de resistência do genótipo. Geralmente, os subtipos do VIH-1 são todos tratados da mesma forma e não afectam a tomada de decisões clínicas.

    O VIH-2, por outro lado, é suficientemente diferente do VIH-1 do ponto de vista biológico, o que conduz a diferenças importantes no diagnóstico, na progressão da doença e no tratamento.

    Cerca de 1 a 2 milhões de pessoas no mundo vivem com o VIH-2. É endémico na África Ocidental e nas antigas colónias portuguesas, como Angola, Brasil, partes da Índia e Moçambique.

    1. As pessoas que vivem com o VIH-2 têm geralmente uma carga viral mais baixa quando não estão sob terapêutica antirretroviral (TAR) do que as pessoas que vivem com o VIH-1. Por esta e outras razões, o declínio das células T CD4 ao longo do tempo é tipicamente mais lento – e a progressão clínica fora da TAR para VIH avançado e infecções oportunistas geralmente demora mais tempo – quando comparado com o VIH-1.
      Dito isto, sem TAR, uma pessoa com VIH-2 acabará por evoluir para SIDA, pelo que se recomenda o tratamento. O VIH-2 é geralmente considerado menos transmissível do que o VIH-1, possivelmente devido aos níveis mais baixos de carga viral e a outros factores biológicos.
    2. A principal razão pela qual um ensaio de diferenciação (ou seja, um teste de anticorpos que diferencia o VIH-1 do VIH-2) foi adicionado ao algoritmo de diagnóstico do VIH foi para evitar que a presença do VIH-2 não fosse detectada. Se uma pessoa tiver VIH-2, o ensaio antigénio-anticorpo terá normalmente um resultado positivo, mas o teste não consegue distinguir o VIH-1 do VIH-2. Assim, o ensaio de diferenciação foi concebido para detetar se uma pessoa tem anticorpos contra o VIH-1, anticorpos contra o VIH-2, ambos ou nenhum.
    3. O VIH-2 pode desenvolver resistência à terapia antirretroviral, mas, até à data, não existem ensaios de resistência ao genótipo do VIH-2 disponíveis no mercado.
    4. Os regimes iniciais de TARV atualmente recomendados, que são baseados em inibidores da integrase, são todos geralmente eficazes contra o VIH-2. No entanto, se uma pessoa estiver a viver com o VIH-2, nunca deve mudar para um regime de TARV que inclua um NNRTI; por exemplo, cabotegravir/rilpivirina injetável de ação prolongada ou qualquer rilpivirina devem ser evitados. Da mesma forma, a doravirina, o efavirenz ou outras opções de NNRTI também devem ser evitadas.Além disso, o inibidor de ligação fostemsavir e o inibidor de gp41 enfuvirtida também são considerados ineficazes contra o VIH-2.Os agentes mais recentes de outras classes, como o inibidor do capsídeo lenacapavir e o inibidor pós-ligação ibalizumab, são suspeitos de serem eficazes com base em dados in vitro, embora a experiência clínica com estes medicamentos no tratamento do VIH-2 seja limitada. Dos inibidores da protease potenciados, o darunavir potenciado parece ter maior atividade do que o atazanavir potenciado.

      Em resumo, o VIH-2 deve ser tratado com um inibidor da integrase – ou, como alternativa, com TARV potenciada à base de darunavir – e nunca com um NNRTI. Em resumo, o VIH-2 não responde aos NNRTI, pelo que a TARV à base de inibidores da integrase ou à base de darunavir potenciado são os pilares da terapia do VIH-2.

      Fonte: 2024 HealthCentral LLC

  • que suplementos e vitaminas podem ser benéficos para as pessoas que vivem com o VIH?

    August 15, 2024
    0 Comment

     

    Os nutrientes que obtemos dos alimentos e de outras fontes desempenham um papel importante no apoio ao nosso sistema imunitário. Por isso, é particularmente importante que as pessoas que vivem com doenças crónicas como o VIH obtenham níveis adequados de nutrientes.

    Três dietistas registados com quem TheBody falou concordaram que a melhor forma de qualquer pessoa, incluindo as pessoas que vivem com VIH, obter os nutrientes diários recomendados é através da ingestão de uma variedade de alimentos saudáveis – não através da toma de vitaminas ou suplementos. Ter uma dieta nutritiva é uma forma de melhorar o bem-estar e a qualidade de vida.

    No entanto, nem toda a gente pode pagar ou tem acesso a alimentos saudáveis, o que pode levar a deficiências de nutrientes. Geralmente, as pessoas só precisam de tomar vitaminas ou suplementos quando um médico lhes diagnosticou uma deficiência específica.

    Tenha cuidado com os charlatães que, na Internet e noutros locais, vendem suplementos à base de plantas e outros tipos de suplementos como “curas” para o VIH. Atualmente, não existe cura para o vírus. A melhor e única forma de manter o VIH sob controlo é fazer a terapia antirretroviral (TARV) conforme indicado por um profissional de saúde qualificado para prescrever medicamentos.

    Embora muitas vitaminas e suplementos sejam seguros de tomar, fale sempre com a sua ou seu médica/o antes de os tomar para evitar potenciais interações com a TAR e outros medicamentos que possa estar a tomar.

     

    Vitaminas e minerais que as pessoas que vivem com VIH podem considerar tomar

    É verdade que o sistema imunitário depende de certas vitaminas e minerais para funcionar corretamente. Mas tomar mais do que aquilo que obtém através de uma dieta variada não fará com que o seu sistema imunitário funcione melhor.

    “A não ser que tenha uma deficiência num desses nutrientes, o seu sistema imunitário estará a funcionar normalmente e não existe uma forma de o reforçar”. Por outras palavras, não existe uma “vitamina para o VIH” ou a melhor vitamina para reforçar o sistema imunitário.

    Mesmo sem uma deficiência de nutrientes, algumas pessoas podem querer tomar vitaminas para complementar a sua dieta.E, normalmente não há mal nenhum se alguém quiser experimentar certos suplementos, desde que fale primeiro com um ou uma profissional de saúde ou farmacêutica/o.

    A dosagem também é importante para certos suplementos. A ingestão de quantidades excessivas de vitaminas e minerais hidrossolúveis é normalmente menos problemática porque estes compostos saem facilmente do corpo através da urina. No entanto, o consumo de demasiadas vitaminas e minerais lipossolúveis pode levar a problemas de saúde porque estes compostos acumulam-se no corpo.

    Embora estudos médicos tenham avaliado a forma como certas vitaminas e minerais podem afetar o sistema imunitário, é extremamente difícil concluir se um suplemento traz benefícios. O sistema imunitário (e o impacto do VIH sobre ele) é tão complicado que não existe uma forma simples e direta de medir a forma como um determinado suplemento pode atuar para melhorar a saúde de uma pessoa.

    Abaixo encontra-se uma lista de algumas das vitaminas e minerais conhecidos por apoiarem a função imunitária, juntamente com factores a considerar antes de tomar um suplemento.

    Multivitaminas
    A maioria das pessoas não precisa de um multivitamínico. A melhor maneira de obter um equilíbrio dos nutrientes diários que um multivitamínico contém é comer uma variedade de alimentos. Dito isto, para a maioria das pessoas, não há problema em tomar um multivitamínico se quiserem “colmatar uma lacuna” nas suas dietas.

    Vitamina A
    A vitamina A desempenha um papel no desenvolvimento das células CD4, apoiando a função das células B e regulando a inflamação. Podem encontrar-se diferentes formas desta vitamina nos lacticínios, nas gemas de ovo e no fígado, bem como em alguns frutos e vegetais de cor laranja, amarelos e de folha verde. A vitamina A é solúvel em gordura e pode acumular-se no organismo. Se for ingerida em quantidades demasiado elevadas, pode causar visão turva, náuseas, tonturas, dores de cabeça, fadiga, dores nas articulações e depressão.

    A maioria dos estudos clínicos que avaliaram os suplementos de vitamina A em adultos com VIH não encontraram benefícios, incluindo nenhuma melhoria nos níveis de CD4 ou cargas virais.

    Complexo de vitaminas B
    Existem várias formas de vitamina B, todas elas solúveis em água. Algumas formas ajudam o sistema imunitário e o cérebro. As vitaminas B são relativamente fáceis de obter através da sua dieta. Estão presentes numa grande variedade de alimentos, como carne, lacticínios, cereais, frutas e legumes. Por esse motivo, poucas pessoas têm deficiências de vitamina B, nos EUA, que exijam suplementos. No entanto, um/uma profissional de saúde pode medir os níveis de vitamina B para determinar se um suplemento pode beneficiar alguém.

    Vitamina C
    A vitamina C afecta os compostos que regulam o sistema imunitário e é solúvel em água. Embora muitas pessoas acreditem que tomar vitamina C ajuda a prevenir constipações, a investigação sugere que os efeitos são reduzidos, se é que existem. Uma grande revisão de 29 ensaios clínicos não indicou qualquer benefício na população em geral, enquanto uma revisão de 10 ensaios mostrou que reduziu a gravidade dos sintomas de constipação em 15%. Outra revisão não encontrou nenhum benefício específico da toma de suplementos de vitamina C para pessoas que vivem com VIH.

    Vitamina D
    A vitamina D tem várias funções imunitárias, incluindo a redução da inflamação. Muitas pessoas nos EUA, incluindo pessoas com VIH, não a obtêm em quantidade suficiente. Apenas alguns alimentos, como os peixes gordos, contêm vitamina D em quantidades elevadas. É muito difícil obter o suficiente através dos alimentos Por isso, é uma vitamina que recomendada. Esta vitamina é solúvel em gordura e pode acumular-se no corpo, pelo que é melhor tomá-la sob a supervisão de um/uma profissional de saúde. Tomar vitamina D em quantidades excessivas pode provocar náuseas, fraqueza, tonturas, confusão e problemas renais.

    Vitamina E
    A vitamina E é um antioxidante que ajuda a proteger as células imunitárias e reduz a inflamação. Nozes, sementes, óleos vegetais e vegetais de folha são boas fontes de vitamina E. Esta vitamina lipossolúvel tem propriedades anticoagulantes que, se tomadas em excesso, podem aumentar o risco de hemorragias. Uma revisão sugeriu que a toma de suplementos de vitamina E não melhora os resultados do VIH.

    Selénio
    Marisco, frango, carnes de órgãos, ovos, lacticínios, cereais e pães fornecem este mineral essencial. Embora o selénio ajude as células T a funcionarem e a amadurecerem, várias análises indicam que os suplementos têm pouco ou nenhum benefício para as pessoas que vivem com VIH.

    Zinco
    O zinco contribui para o sistema imunitário de várias formas, incluindo com propriedades antivirais. A carne e o marisco fornecem níveis elevados de zinco. Os ovos, os lacticínios, os feijões e os cereais integrais também contêm este mineral essencial. A investigação sobre os benefícios do zinco para as pessoas com VIH é um pouco heterogénea, mas a maioria dos estudos não mostrou qualquer efeito dos suplementos sobre os níveis de CD4 ou cargas virais e resultados inconclusivos sobre a mortalidade.

    Outros suplementos que as pessoas que vivem com VIH podem considerar tomar

    Para além de vitaminas e minerais, as pessoas também podem considerar tomar outros tipos de suplementos. Eis alguns deles e alguns aspectos a ter em conta antes de os tomar:

    Ácidos gordos ómega 3
    Os ácidos gordos ómega 3 podem ajudar a reduzir a inflamação e podem também afetar a função celular do sistema imunitário. Os peixes gordos como o salmão, a cavala e o atum são uma fonte rica em ómega 3. Sementes como a chia, a linhaça, o cânhamo e a abóbora também contêm estes ácidos gordos. De acordo com a Harvard Health Publishing, vários estudos demonstraram benefícios cardiovasculares associados à toma de suplementos de ómega 3. E isto, por sua vez, pode beneficiar as pessoas com VIH, que têm frequentemente uma maior probabilidade de sofrer de doenças cardiovasculares. Por esta razão, se estiver em risco de desenvolver problemas cardíacos e não conseguir obter ómega 3 suficientes na sua dieta, a suplementação sob a supervisão de um/a médica/o pode ser justificada.

    Probióticos
    Os microrganismos, como certas bactérias e leveduras, são probióticos que ajudam o sistema imunitário, promovendo uma boa saúde intestinal. Os alimentos fermentados, como o iogurte, o kefir, o kimchi e o chucrute, fornecem probióticos. A adição de um suplemento provavelmente não lhe fará mal, mas os benefícios específicos para as pessoas que vivem com VIH não são bem conhecidos.

    Desidroepiandrosterona (DHEA)
    As glândulas supra-renais produzem hormonas como a dehidroepiandrosterona (DHEA) que são precursoras das hormonas sexuais como a testosterona e o estrogénio. Alguns estudos demonstraram que níveis baixos de DHEA conduzem à fragilidade em homens que vivem com VIH. No entanto, Todd Brown, M.D., Ph.D.-professor de medicina e epidemiologia na Universidade Johns Hopkins-escreve por correio eletrónico que ninguém investigou se a terapia de substituição poderia ajudar. “Não existem indicações estabelecidas para DHEA [suplementos] em pessoas que vivem com HIV”, diz ele.

    Suplementos a evitar
    Suplementos a evitar (ou limitar) para pessoas que vivem com VIH
    Ao considerar a possibilidade de tomar qualquer suplemento, pergunte sempre ao seu/sua profissional de saúde ou farmacêutico sobre potenciais interações com medicamentos ou quaisquer problemas de saúde que possam resultar da sua toma.

    Vitaminas solúveis em gordura acumulam-se no corpo
    As vitaminas A, D, E e K são solúveis em gordura e não são tão facilmente eliminadas do corpo como as vitaminas solúveis em água. A ingestão de doses excessivas de vitaminas lipossolúveis pode provocar a sua acumulação no organismo e levar a problemas de saúde que afectam os rins, o fígado e outros órgãos. Fale com um médico ou farmacêutico se estiver a tomar algum destes medicamentos para garantir que a dose que está a tomar é adequada.

    Certos minerais interferem com os inibidores da integrase

    Os inibidores da integrase ligam-se a determinados minerais no intestino, diminuindo a absorção deste medicamento para o VIH. Os minerais que afectam a absorção dos inibidores da integrase incluem o cálcio, o magnésio, o potássio, o ferro, o manganês, o zinco e o cobre.

    Uma pessoa não precisa de parar de tomar estes minerais, mas precisa de os programar corretamente para evitar a interação com o seu ART. Em geral, é melhor evitar suplementos de cálcio e potássio, antiácidos ou multivitaminas com minerais dentro de duas horas após tomar um regime contendo integrase.

    Evitar Megavitaminas
    As megavitaminas contêm grandes doses de vitaminas, normalmente muito para além dos limites diários recomendados. Especialmente se estas contiverem vitaminas lipossolúveis, tomar doses elevadas de vitaminas pode levar a problemas de saúde.

    Evite estes suplementos devido a interações com a TARV
    Alguns suplementos são “contra-indicados” porque interferem com certos medicamentos para o VIH. Alguns desses suplementos são:

    • Erva de São João ou hipericão (Hypericum perforatum).
    • A levedura de arroz vermelho (Monascus purpureus) deve ser evitada com inibidores da protease e pelo menos um inibidor da integrase, e usada com precaução com formulações mais antigas de ART.
    • O ginkgo (Ginkgo biloba) deve ser evitado especificamente quando se toma efavirenz, um medicamento que raramente é prescrito atualmente.

    Evitar suplementos não certificados
    Os suplementos não certificados podem conter ingredientes desconhecidos e não são recomendados.

    Obter nutrientes de uma dieta saudável
    Se puder comer alimentos saudáveis, essa é a melhor forma de obter nutrientes – não através da toma de suplementos. Embora a alimentação seja individualizada, recomenda-se as seguintes estratégias:

    • Beba muita água (cerca de 2 litros por dia).
    • Coma muitos vegetais.
    • Concentre-se em alimentos integrais.
    • Utilizar gorduras saudáveis para o coração, como o azeite.
    • Evitar alimentos processados e refinados.

    Conclusões
    Aqui estão nove conclusões sobre vitaminas e suplementos:

    • A melhor forma de obter os seus nutrientes diários é comer uma variedade de alimentos e não tomar suplementos.
    • Nenhum suplemento pode curar o VIH. A melhor e única maneira de manter o VIH sob controlo é tomar a terapia antirretroviral (TARV) conforme indicado por um/uma profissional de saúde.
    • O sistema imunitário depende de certas vitaminas e minerais para funcionar corretamente, mas isso não significa que tomar mais do que aquilo que obtém através dos alimentos fará com que o seu sistema imunitário funcione melhor.
    • Tomar suplementos geralmente só é necessário quando alguém tem uma deficiência de nutrientes que foi diagnosticada por um/a profissional de saúde.
    • Na maioria dos casos, é seguro tomar suplementos mesmo que não se tenha uma deficiência de nutrientes. Mas há poucas provas de que a toma de suplementos beneficie as pessoas com VIH.
    • Em alguns casos, tomar suplementos pode ser prejudicial porque podem causar problemas de saúde ou interferir com os medicamentos para o VIH.
    • Evite tomar vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) em excesso, pois estas podem acumular-se no seu corpo e causar problemas de saúde.
    • Espere duas horas depois de tomar os regimes de ART contendo integrase antes de tomar suplementos de cálcio e potássio, antiácidos ou multivitaminas com minerais, porque estes minerais podem diminuir a absorção deste medicamento pelo organismo.
    • Nunca tome erva de São João, pois interfere com a TARV, e evite suplementos de ginkgo e levedura de arroz vermelho, a não ser que a sua médica diga que não há problema.

    Fonte: The Body, Maio, 2024

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