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A OMS recomenda que as mães com supressão viral que vivem com VIH, em terapia antirretroviral (TARV) eficaz e aderentes a esta, devem amamentar exclusivamente durante os primeiros 6 meses, introduzir alimentos complementares até aos 12 meses e continuar a amamentar com alimentos sólidos até aos 24 meses ou mais, semelhante à população em geral, uma vez que a TARV reduz drasticamente o risco de transmissão, embora não a zero. O fundamental é a adesão consistente à TARV, o monitoramento regular da carga viral e o apoio abrangente para minimizar o risco muito baixo, mas existente, de transmissão, com fórmula ou leite de doadoras como alternativas, se necessário.
Recomendações da OMS para mães com supressão viral:
- Amamentação exclusiva: durante os primeiros 6 meses.
- Amamentação continuada: com alimentos complementares até aos 12 meses e, potencialmente, até aos 24 meses ou mais.
- Aderência à TARV: A adesão total à terapia antirretroviral é crucial para reduzir o risco de transmissão.
- Sistemas de apoio: As mães precisam de apoio para a adesão à TARV e monitorização da carga viral, juntamente com apoio à lactação.
- Alimentação mista: Aceitável com TARV; nem sempre é necessário interromper a amamentação se for adicionada fórmula.
Considerações importantes:
- O risco é muito baixo, mas não nulo: Embora a TARV torne a transmissão extremamente improvável, ela não é totalmente eliminada.
- Benefícios da amamentação: A amamentação contínua oferece benefícios para a saúde do bebé (redução de infeções) e para a saúde materna (redução do risco de cancro).
- O contexto é importante: as recomendações equilibram as necessidades globais de saúde (onde a amamentação é vital) com ambientes de altos recursos, onde a fórmula é uma opção.
- Monitorização: A monitorização regular para reversão viral é essencial; a interrupção ou alimentação alternativa pode ser necessária se a carga viral aumentar.
Resumindo, a OMS apoia a amamentação para mães com supressão viral em TARV, priorizando a amamentação exclusiva inicialmente, enfatizando a TARV sustentada e reconhecendo os benefícios de uma duração mais longa da amamentação quando segura e apoiada, alinhando-se com as práticas da população em geral, quando viável.
Todos os bebés expostos ao VIH devem receber seis semanas de profilaxia pós-natal, de preferência com nevirapina, enquanto os bebés com maior risco devem receber profilaxia tripla reforçada. A profilaxia prolongada para bebés pode ser utilizada até que a supressão viral materna seja alcançada ou a amamentação seja interrompida.
