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Relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) de 2018 salienta as desigualdades nomeadamente no trabalho não pago de cuidadora, um tema pertinente nos dias que correm.
Segundo este relatório:
. as mulheres realizam 76.2 por cento do total das horas de trabalho de cuidador/a não pago, mais de três vezes mais que os homens
. o trabalho não remunerado de cuidadora é a maior barreira para entrar, permanecer e progredir no trabalho. Em 2018, 606 milhões de mulheres em idade activa referiu que não conseguia obter trabalho remunerado devido ao seu trabalho não remunerado.
Encontre o relatório aqui.
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Resposta a algumas questões mais frequentes
As pessoas que vivem com o VIH correm maior risco de contrair o novo coronavírus? Ainda não existem certezas. Mas se estiver em tratamento para o VIH e tiver níveis de CD4 relativamente normais, o seu sistema imunológico está num bom lugar para prevenir a infeção.
A contagem de CD4 de uma pessoa com VIH afeta o seu risco de contrair o coronavírus? Ainda não há pesquisas sobre esse tópico. Mas uma contagem de CD4 “normal” (que depende da pessoa, pode estar entre 450 e 1.100) pode proteger a pessoa de muitas doenças.
Como pode uma pessoa que vive com o VIH preparar-se para uma possível infeção por COVID 19? Tente obter um suprimento de seus medicamentos para o VIH para pelo menos 30 dias (90, se puder). Informe as pessoas mais próximas e que conhecem a sua condição sobre os medicamentos que toma. Entre em contato com sua/seu médica/o para saber o que fazer se ficar doente.
O que uma pessoa com VIH deve fazer se tiver o COVID 19? Continue a tomar os seus medicamentos para o VIH. Fique em casa e, se precisar sair para atendimento médico, ligue com antecedência. Se mora com outra pessoa, não compartilhe nenhum de seus itens pessoais. Limpe as superfícies com frequência. Use uma máscara facial se estiver em presença/contacto com outras pessoas.
Se uma pessoa com VIH ficar infetada com o COVID 19, é mais provável que fique muito doente ou morra? Segundo uma notícia, sobre hospital em Espanha, existem poucas pessoas com VIH a desenvolverem a doença (COVID 19) com mais gravidade (encontre a notícia aqui). E enquanto o seu sistema imunológico estiver saudável; isto é, está a tomar os seus medicamentos para o VIH e a sua contagem de CD4 (quantidade) não é baixa, isso ajudará a combater a infeção.
Como é que as pessoas com VIH se podem proteger do COVID 19? Continue a tomar medicamentos para o VIH (antirretrovirais). Tente também manter-se fisicamente ativa/o e ingerir alimentos nutritivos. De resto: lave as mãos com frequência, evite viajar, pratique distanciamento social, descanse e evite o estresse. Use máscara se sair de casa ou se tiver alguém infetado com o COVID 19 em casa.
Os medicamentos para o VIH podem prevenir ou tratar a infeção por COVID 19? Até ao momento, não há pesquisas confiáveis que confirmem a eficácia de qualquer medicamento contra o VIH na prevenção ou tratamento do COVID-19.
Fonte: The Body
Evite sair de casa articule com o seu Hospital e uma farmácia comunitária a entrega em casa da sua medicação antirretroviral. Encontre aqui a farmácia comunitária na sua localidade.
Para mais informações sobre o COVID 19 consulte:
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As pessoas que vivem com VIH (PVV) que não alcançaram a supressão viral através do tratamento antirretroviral podem ter um sistema imunológico comprometido que as deixa vulneráveis a infeções oportunistas e a uma maior progressão da doença. No momento, não há evidências que sugiram que haja um risco aumentado de infeção e maior gravidade da doença para as PVV e atualmente não há nenhum caso relatado de infeção por COVID-19 entre PVV, embora isso possa mudar rapidamente à medida que o vírus se disseminar. Sabemos que durante os surtos de SARS e MERS houve apenas alguns relatos de casos de doença moderada entre PVV.
Os dados clínicos atuais sugerem que os principais fatores de risco de mortalidade estão relacionados à idade avançada e outras comorbidades, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes, doenças respiratórias crônicas e hipertensão. Algumas pessoas muito saudáveis também desenvolveram condição grave devido à infeção por coronavírus.
Recomenda-se às PVV que conhecem a sua condição seropositiva que tomem as mesmas precauções que a população em geral (por exemplo, lave as mãos com frequência, tossir para o cotovelo, evite tocar seu rosto, distanciamento social, procure atendimento médico se for sintomático, autoisolamento se estiver em contato com alguém com COVID -19 e outras ações de acordo com as orientações do governo). As PVV que tomam medicamentos antirretrovirais (ARV) devem garantir que têm pelo menos 30 dias de ARVs, ou se possível de 3 a 6 meses, e garantir que suas vacinas estejam atualizadas (vacinas contra a gripe e pneumocócica).
É também uma importante oportunidade para garantir que todas as PVV que ainda não estejam em tratamento antirretroviral (TARV), a iniciem. As pessoas que sentem que podem estar em risco de contrair o VIH são aconselhadas a procurar testes para se proteger contra a progressão da doença e complicações de qualquer outra comorbidade.
Fonte: WHO
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A DGS, no seu Plano de Contigência, refere: “Não obstante não existir evidência que comprove a redução da propagação da infeção decorrente do uso de máscara por indivíduos assintomáticos, este é recomendado condicionalmente, justificando-se pela plausibilidade teórica, em: cuidadores de individuos infetados; indivíduos com suscetibilidade acrescida como, por exemplo, imunodepressão.”
portanto aconselha-se o uso de máscaras a pessoas que vivem com o VIH. na farmácia podem referir a existência de uma doença crónica e sensivel para ter acesso às máscaras.
protejam-se, mantenham-se bem!
Encontre o Plano de Contigência da DGS aqui.
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JOHANNESBURG, February 24, 2020— “Women living with HIV who brought this complaint have shown tremendous bravery in standing up to the pervasive stigma and discrimination they experience in healthcare settings and claiming their rights to bodily autonomy and to choose whether and when to have a family”, said Sharon Mashamba, Regional Director, ICW Southern Africa.
The International Community of Women Living with HIV (ICW) welcomes the findings of the South African Commission for Gender Equality (CGE) in their report released today which confirms that women living with HIV in KwaZulu-Natal and Gauteng were sterilized without their informed consent in public hospitals on the basis of discrimination related to their gender and HIV status, as they have long claimed was the case. The CGE concluded that the women experienced a range of human rights violations rights to equality; to dignity and bodily integrity; to the highest attainable standards of health including sexual and reproductive rights; and that ultimately they were “subjected to cruel, torturous or inhuman and degrading treatment.” The CGE’s findings represent an important step forward in the recognition of this grave human rights violation experienced by women living with HIV and its devastating impacts on their lives and well-being.
“The Commission’s findings take us one step closer to justice for the women living with HIV whose lives have been devastated by this violation of their human rights. We call on the National Department of Health to take responsibility and be accountable to women whose rights they have violated, provide them with redress and take concrete steps to ensure that nothing similar ever happens again”said Jody Lee Fredericks, Attorney, of Fredericks & Associates.
ICW in partnership with Her Rights Initiative lodged the complaint in 2015 on behalf of 48 (forty-eight) women living with HIV who suffered forced or coerced sterilization in state hospitals.[1]The CGE’s investigation focused on 15 hospitals in KwaZulu-Natal and Gauteng and included meetings with the NDOH and onsite inspections. In 2018, ICW commissioned Fredericks and Associates to collect medical records consent forms and affidavits from the complainants for submission to the CGE.
ICW’s documentation detailed the harrowing experiences of women, who endured humiliating and degrading treatment from healthcare workers. Women were asked to sign consent forms while in labor and some while they were being prepared for Cesarean section surgery. In most cases signing the consent forms was a pre-condition to receiving medical treatment. The women reported that they were misled by doctors who told them they should not have children because they were HIV positive. The women described being powerless due to being in labor and the unequal power dynamics characteristic of healthcare settings.
“Justifications for these violations of rights are often based on a lack of respect for the autonomy of women, misinformation, discriminatory attitudes and stigma which are completely unacceptable as public health rationales.” said Olena Stryzhak, Interim Chair, International Steering Committee, ICW.
The CGE’s findings specify that “medical staff breached their duty of care to the patients” and that the women living with HIV who were parties to the complaint were “not provided with adequate knowledge on the sterilisation procedure before being asked to consent, thus violating their right to information”; nor were they were “not advised on other alternative methods of contraception.” The report highlighted significant problems with the informed consent procedure provided by the National Department of Health (NDOH) and concluded that the women “could not reasonably be said to have consented to the procedure. They were therefore forced and/or coerced into being sterilised.”
“Women living with HIV continue to be subjected to egregious forms of reproductive oppressionin healthcare settings. Until these practices are ended everywhere and until women who have experienced these violations have justice, we must keep fighting” said Sophie Brion, Human Rights Lawyer.
The consequences of forced or coercive sterilization are devastating for women living with HIV and have life-long impacts, undermining their self-worth and sense of identity and increasing their vulnerability to intimate partner violence. In all of the cases the women’s fundamental right to control their own bodies was taken away by healthcare workers who wrongfully made life-changing decisions on behalf of women. The women living with HIV who brought the complaint, report experiencing depression and persistent physical complaints stemming from their sterilisation. Further, the women continue to experience harm and severe emotional distress due to the violation of their bodily integrity and due to the permanent loss of their ability to have children.
The forced and coerced sterilization of women living with HIV has been documented in over 31 countries around the world including 9 countries in Eastern and Southern Africa. Women and girls who face discrimination, including on grounds of HIV status, have been disproportionally targeted by the practice. Critically, the practice violates established international human rights law, including the rights to bodily integrity, full, free and informed consent and the right of women living with HIV to marry, to have a familyand to decide freely on the number and spacing of their children as enshrined in the Convention on the Elimination of all forms of Discrimination against Women (CEDAW),[2]The sterilization of women living with HIV violates governmental obligations to respect, protect and fulfill the right to the highest attainable standard of physical and mental health. Forced and coerced sterilization has also been recognized by the Committee on Economic, Social and Cultural Rights as both a form of violence against women and as a form of torture, violating women’s rights to be free from cruel, inhumane, or degrading treatment or punishment.[3]Forced and coerced sterilization is under no circumstances a legitimate method of prevention of vertical transmission and sterilization is never an emergency procedure that justifies suspension of an individuals rights to informed consent.
ICW calls on the South African government to ensure justice and remedies including reparations to survivors and their families. ICW also calls on the South African government to explicitly prohibit sterilization without free, full, and informed consent. Lastly, ICW calls on the South African government to take swift action to hold accountable medical providers who forcibly sterilized the complainants in this case as well as any other health care professional who violates their professional code of conduct and carries out procedures that violate the policies of the National Department of Health. We look forward to working with the CGE and the NDOH to achieve justice for women who have been forced or coerced into sterilisation.
The full report is available on the Commission’s Website: http://www.cge.org.za
About the International Community of Women Living with HIV
Established in 1992, The International Community of Women Living with HIV (ICW) is the only global network for and by women living with HIV. ICW networks exist throughout the globe. ICW envisions a world where all women living with HIV live free of gender oppressions, realizing and claiming our sexual, reproductive, legal, social, economic and health rights. We lead efforts towards securing and improving the quality of life for women living with HIV. We do this by mobilizing, organizing, advocating, mentoring and raising consciousness on the issues that directly impact our lives. ICW Southern Africa is a regional network of women living with HIV and is part of the global family of women living with HIV–led networks forming ICW.ICW member networks around the world including in Southern Africa have been actively documenting and working to address the widespread nature of the practice of forced and coerced sterilization.
Learn more about ICW:
https://www.facebook.com/internationalcommunityofwomenlivingwithhiv
CONTACT:
Jody Lee Fredericks
Lawyer
Representative of ICW
Tel: +27745321437 Whatsapp Only
Email: jody@frederickslaw.co.za
Sophie Brion, MPP, JD
Human Rights Lawyer
International Community of Women Living with HIV
Tel: (202) 470-3245
Email: sophieicwglobal@gmail.com
[1] ICW and HRI initially engaged the Women’s Legal Centre (hereinafter referred to as the “WLC”) to lodge the initial complaint with CGE. However, the WLC ultimately opted out of the case and the entities were subsequently represented by Jody-Lee Fredericks, an Attorney in private practice previously employed by WLC.
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“As mulheres são geralmente diagnosticadas mais tardiamente do que os homens e, quanto mais velhas, mais demoram a ser diagnosticadas em relação ao momento em que a infecção foi contraída.
Metade das mulheres com VIH/sida na Europa são diagnosticadas tardiamente, um problema que afecta sobretudo as mais velhas, a partir dos 40 anos, que recebem o diagnóstico quando o sistema imunitário já começa a falhar. As conclusões constam de um relatório do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla inglesa) divulgado nesta quinta-feira, em vésperas do Dia Mundial de Luta Contra a Sida, que se assinala no domingo.
As mulheres são geralmente diagnosticadas mais tardiamente do que os homens e, quanto mais velhas, mais demoram a ser diagnosticadas em relação ao momento em que a infecção foi contraída. Nas mulheres a partir dos 40, o diagnóstico tardio acontece três a quatro vezes mais tarde do que nas mulheres mais jovens.
No total, as mulheres na região europeia já representam um terço dos 141 mil novos diagnósticos em 2018, indicando que é necessária maior atenção na prevenção e no diagnóstico da população feminina. Entre as mulheres, 60% dos novos casos diagnosticados na região europeia ocorrem no grupo etário entre os 30 e os 49 anos, sendo o sexo heterossexual a forma mais comum de transmissão.”
Saiba mais aqui.
Fonte: jornal Publico
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. alcançar cerca de 400.000 pessoas com a nossa campanha #MaisInformaçãoMenosPreconceito sobre os avanços biomédicos, com início em 2017 -em duas partes (adultxs e jovens) da nossa trilogia – e distribuímos preservativos femininos;
. continuar a dar visibilidade e voz às mulheres que vivem com o VIH através de estudos, avaliações, artigos, comunicação social e campanhas/ativismo.
De acordo com a UNAIDS quando as pessoas e comunidades que vivem com o VIH são envolvidas nos processos de decisão e nos projetos, as novas infeções diminuem e mais pessoas que vivem com o VIH acedem ao tratamento. Quando as pessoas têm o poder de escolher, de conhecer, de prosperar, de exigir e trabalhar juntas, vidas são salvas, injustiças são prevenidas e a dignidade é restaurada.
Continuemos juntxs para concretizar esta afirmação. Continuemos juntxs a promover projetos para uma comunidade com menos preconceitos e mais informada, para uma vida mais integrada com o VIH e para a qualidade de vida das mulheres que vivem com e afetadas pelo VIH. Acreditamos que a capacitação das mulheres é essencial para reduzir as suas vulnerabilidades, assegurando a dignidade e o respeito pelos direitos humanos e saúde sexual.
Aproveitamos para desejar Umas maravilhosas festas e um 2020 muito produtivo e feliz!
Com a nossa gratidão
Seres (con) viver com o VIH
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A nossa Assembleia Geral vai realizar-se no dia 30 de dezembro, com as membras presentes, ás 14:00, em Lisboa.
Apresentamos o nosso relatório de atividades e balanço.
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Aumento da idade cardíaca quantificada em pessoas VIH positivas
O coração da pessoa típica que vive com VIH (PVV), nos EUA, mostra sinais de desgaste comuns em pessoas com mais de uma década, mostrou uma análise dos dados do estudo de pessoas com VIH em tratamento ambulatório (HIV Outpatient Study -HOPS) que foi relatado na revista AIDS.
- Cientistas usaram uma calculadora da idade cardíaca para pontuar o risco de Framingham para 2.467 homens e 619 mulheres a viver com VIH.
- Essa pontuação mostra o risco de doença cardíaca coronária nos próximos 10 anos e é calibrado com base no sexo e na idade cronológica.
- A idade cronológica média no estudo foi de 49 anos.
- Verificou-se que o excesso de idade cardíaca – ou seja, uma pontuação de Framingham geralmente observada numa pessoa com idade superior à idade cronológica do indivíduo –começa na faixa etária de 30 a 39 anos e piora entre as PVV com mais idade (50 a 59 anos).
- Em cada faixa etária, as mulheres apresentaram consistentemente maior idade cardíaca do que os homens; no geral, de 13,1 anos para as mulheres e 11,5 anos para os homens.
- A menopausa precoce e diferenças na inflamação, ativação imunitária e morfologia da placa podem contribuir para essa diferença, teorizaram xs autorxs do estudo.
“Entre as PVV, os fatores de risco [doenças cardiovasculares (DCV)] devem ser tratados de maneira precoce e proativa. O uso rotineiro do cálculo da idade cardíaca pode ajudar a otimizar a estratificação de risco de DCV e facilitar as intervenções para o envelhecimento da PVV”, concluíram xs autorxs do estudo.
Encontre o estudo aqui.
Fonte: The Body
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(Estivemos com o nosso site em baixo por isso publicamos a noticia apenas hoje.)
Celebrámos, este ano, o Dia da Mulher com a distribuição de preservativos femininos no decorrer das manifestações feministas no Terreiro do Paço. Esta iniciativa insere-se nos nossos projectos SHE e campanha Mais Informação Menos Preconceito. Com o apoio da Gilead, Viiv e DGS.
Foram distribuidos 300 preservativos femininos. A curiosidade e interesse foram imensos.
Obrigada a todas que ajudaram na distribuição!
