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Category : Notícias

Home » Notícias (Page 26)
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    16September

    Aumento de 178% na esperança de vida das pessoas que vivem com VIH

    September 16, 2016
    0 Comment

    Nos últimos anos, a expectativa de vida para as pessoas que vivem com o VIH saltou dramaticamente com o aumento do acesso à terapia antirretroviral cada vez mais eficaz (TAR). Um novo estudo, na Califórnia, observou que entre 1996/1997 e 2011, a expectativa de vida das pessoas que vivem com VIH depois dos 20 anos de idade aumentou em 178% – de 19,1 anos para 53,1 anos. Nas mulheres a esperança de vida passou de 36.8 anos (em 1996/97) para 50.5 anos (em 2011). Nos homens a esperança de vida passou de 37.2 anos para 49.2 anos.

    Esta observação confirma que a TAR tem tido um impacto significativo na sobrevivência das pessoas com VIH, e sugerem que o início precoce da TAR e as estratégias de redução de riscos, como deixar de fumar, podem reduzir ainda mais a lacuna remanescente na sobrevivência comparativamente a indivíduos não infetados pelo VIH.

    Este estudo é importante porque compara diretamente as expectativas de vida e medidas de saúde das pessoas que vivem com o VIH e as pessoas VIH- negativas com o mesmo acesso aos cuidados de saúde. As/Os cientistas foram capazes de comparar pessoas similares, com base em informações demográficas (sexo, raça e etnia) e as medidas de saúde como historial de hepatite, contagem CD4 e uso de drogas, álcool e tabaco.

    Encontre o artigo aqui.

  • raquel freire
    06September

    #PODERIASEREU

    September 06, 2016
    0 Comment

    Raquel Freire, cineasta, romancista, argumentista, realizadora e ativista (autora entre outros do Rasganço e Veneno Cura e do recente Dreamocracy): “Rute, 35 anos, quando soube que tinha sido infectada pelo VIH não conseguiu lidar com isso nem com a rejeição da familia, nem com a rejeição dos amigos, nem com o maltratanço do companheiro. Poderia ser eu. As mulheres devem ser uma prioridade na resposta ao VIH/SIDA. Faz o teste. Eu já fiz.”

    Raquel Freire é mais uma grande mulher que se junta a esta causa e a maravilhosa realizadora desta campanha.

    Partilha. ‪#‎Poderiasereu‬ ‪#‎fazotestevih‬ ‪#‎darvozmulheresvih‬

    A Seres lançou a campanha “Poderia ser Eu”, para dar visibilidade às mulheres que vivem com VIH e lutar para que tenham oportunidades, escolhas, voz e recursos.
    Sabe mais sobre a campanha e a Seres em:

    www.facebook.com/PoderiaSerEu2016
    www.seres.org.pt
    www.facebook.com/seres.vih

     

    As mulheres representam um terço das infeções em Portugal, e em 2013 a proporção entre mulheres (420 casos) e homens (996 casos) era de 0.42. Estas estatísticas demonstram que o VIH permanece complexo, impondo desafios específicos para as mulheres e para as mulheres que vivem com VIH em particular. Apesar das mulheres constituírem um dos grupos mais vulneráveis ao VIH, as mulheres são sistematicamente excluídas das políticas e medidas que nos concernem.

    Com o duplo objectivo de relembrar que apesar dos números e estatística serem importantes na resposta ao VIH/SIDA, por detrás de cada número existe uma pessoa, e de alertar as/os decisores/as para a necessidade de incluir as mulheres e as mulheres que vivem com VIH em particular nas suas prioridades, a SERES (con)viver com o VIH, apresenta a campanha poderia ser eu …um conjunto de vídeos (21) de curta duração. Os vídeos com um apelo fazem referência a relatos de vidas, de Mulheres que poderiam ser a sua mãe, a sua irmã, a sua vizinha, a sua namorada, a sua parceira, a sua colega. Mulheres exatamente iguais a qualquer outra, exceto que estão a viver com VIH. Um vírus que não escolhe sexo, orientação sexual, religião, estatuto social ou económico…

    Realizado por Raquel Freire conta com a participação das embaixadoras para esta causa e com os apoios da Gilead, Câmara Municipal de Lisboa, SIC Esperança.

    A SERES (com) viver com o VIH é a primeira e única associação de e para mulheres infetadas e afetadas pelo VIH em Portugal, fundada em 2005 a Seres encontra-se reconhecida como Instituição Particular de Solidariedade Social (nº 2/2007). A SERES acredita que a capacitação e empoderamento da mulher é essencial para reduzir as suas vulnerabilidades, garantindo a sua dignidade e o respeito pelos direitos humanos assim como saúde sexual.

  • prep-pregnancy-hive-sq300_200_200
    01September

    o uso da PrEP na concepção, gravidez e amamentação

    September 01, 2016
    0 Comment

    Durante a Conferência Internacional de SIDA (AIDS 2016) um estudo considerou o Truvada como profilaxia pré-exposição durante o período de pré-concepção, gravidez e amamentação.

    A transmissão do VIH ao parceiro negativo é uma preocupação quando os casais heterossexuais serodiscordantes desejam engravidar. Alguns casais optam por tecnologia de reprodução assistida, tais como a “lavagem de esperma” e inseminação artificial, mas ambos são dispendiosos e não amplamente disponíveis.

    Dado o desenvolvimento da terapia antirretroviral (TAR), que mantém a supressão viral – e o crescente reconhecimento de que pessoas em tratamento com carga viral indetetável provavelmente não podem transmitir o VIH através de relações sexuais – o “tratamento como prevenção” pode ser suficiente para proteger, do VIH, o parceiro negativo quando tenta conceber naturalmente.

    Mas a adição de PrEP oferece uma medida extra de proteção, por exemplo, se o parceiro positivo falha doses de medicação ou experiencia flutuações virais por outras razões. Se a mulher é VIH- negativa, ao proteger-se contra a infeção também protege o bebé, pois uma infeção recente está associada a uma carga viral elevada que faz a transmissão do VIH da mãe para o bebé mais provável.

    Em dois centros dos Estados Unidos,  as mulheres frequentemente escolheram usar a profilaxia pré-exposição (PrEP) para a prevenção do VIH aquando da pré-concepção, durante a gravidez e amamentação.

    Encontre o estudo aqui.

    Imagem de HIVE/UCSF.

    Traduzido e adaptado por Isabel Nunes

  • maos
    31August

    o que significa VIH hoje?

    August 31, 2016
    0 Comment

    O VIH e SIDA no milénio passado tinham um rosto completamente diferente, mas os avanços biomédicos permitem que hoje presenciemos outra realidade.

    Mas que realidade é esta? Quais são as diferenças?

    De uma forma simples vamos falar destes grandes passos que permitem que hoje se viva com o VIH de forma significativamente diferente:

    – antes as terapias antirretrovirais (medicamentos anti-VIH) eram apenas para as pessoas que viviam com VIH, hoje existe a profilaxia pré-exposição ou PrEP (em alguns países, e esperemos que em breve em todos) e profilaxia pós-exposição. A PrEP consiste num comprimido diário para evitar a infeção, um pouco como por exemplo o anticoncepcional para evitar a gravidez.  A profilaxia pós-exposição é o comprimido que se toma depois do comportamento de risco para evitar a infeção, como por exemplo a pilula do dia seguinte. (mais aqui)

    – atualmente existe a terapia como prevenção em que as terapias antirretrovirais são usadas nas pessoas que vivem com o VIH para suprimir a sua carga viral e deste modo evitar a transmissão do VIH. Estudos como o PARTNER demonstram a zero transmissão quando em tratamento e com carga viral suprimida. (mais aqui)

    – o preservativo já não é o único método de prevenção do VIH como antigamente, atualmente existe a terapia como prevenção (mas este ultimo claro não protege de outras infeções sexualmente transmissíveis)

    – a SIDA já não é o ultimo estadio ou fase como antes. Atualmente é uma categoria reversível embora, e se bem que contestado, a ciência ainda diga que quando se adquire SIDA se mantem esse estatuto mesmo que superado, ou seja, por exemplo alguém que foi VIH positiva durante muito tempo sem o saber, quando é diagnosticada tem apenas 150 células CD4. Oficialmente tem SIDA. Mas quando começa o tratamento suprime a carga viral e a contagem de CD4 normaliza para mais de 500 por exemplo. Apesar de não ter SIDA, oficialmente ainda tem. Isto porque supostamente quando se adquire SIDA existem consequências que persistem. Mas este é, hoje, um tema controverso e discutível.

    – ter VIH-positivo não significa estar doente. A pessoa pode estar infetada com VIH mas assintomática (ou seja sem sintomas).

    – antes uma mulher infetada com VIH podia transmitir o vírus ao seu bebé, atualmente as mulheres estando em tratamento podem ser mães de bebés saudáveis assim como amamentar. (mais aqui)

    artigo de Isabel Nunes, Seres

     

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    28August

    Jovens mulheres tratadas precocemente permanecem VIH-negativas

    August 28, 2016
    0 Comment

    Um grupo de jovens mulheres sul-africanas que foram muito precocemente diagnosticadas com a infeção pelo VIH assim como tratadas com terapia antirretroviral (TAR) preservaram as suas contagens de CD4 e a função das células que o VIH normalmente afeta. A maioria delas nunca seroconverteu, permanecendo negativas para o VIH, apesar de apresentarem evidências de baixos níveis de infeção pelo vírus nas suas células.

    O estudo foi apresentado no Simpósio ‘Towards an HIV Cure’ (Rumo à Cura) 2016,  que precedeu a 21a Conferência Internacional de SIDA (AIDS2016), em Durban, África do Sul.

    As/Os cientistas planeiam acompanhar estas jovens mulheres por 2-3 anos, altura em que pensam propor a opção de interrupção do tratamento, ou seja, parar a TAR para verificar se permanecem indetetáveis sem o tratamento.

    O estudo FRESH

    Thumbi Ndung’u, da Universidade de KwaZulu-Natal, apresentou no Simpósio os últimos dados do estudo FRESH (foto), que entre outras coisas, é um estudo criado para demonstrar que é possível promover a cura do VIH entre jovens vulneráveis em ambientes de baixo rendimento, e considerar as opções que possam realmente ser aplicadas nestes contextos.

    “Otimizar o efeito da TAR pode ser mais viável, no ambiente africano, do que outras estratégias de cura, pelo menos a curto prazo”, comentou Ndung’u.

    O estudo FRESH recrutou 300 jovens mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 23 anos, VIH-negativas, mas em alto risco de infeção pelo VIH. O seu principal objetivo é o de avaliar a toma da TAR durante o período de infeção ‘hiperagudo’ – isto é, no estadio detetável mais precoce, ou seja, dentro de dez a 15 dias e não excedendo as 3 semanas desde o momento da infeção, antes de alcançar o pico de carga viral de VIH e bem antes da produção de anticorpos para o VIH.

    Para detetar a infeção pelo VIH tão precocemente, as jovens mulheres fizeram testes para detetar a carga viral do VIH pelo menos duas vezes por semana – o que constitui um compromisso considerável.

    Resultados
    Apesar da frequência dos testes nas clínicas e do acesso a preservativos e aconselhamento para prevenção, 42 das jovens foram infetadas com o VIH, o que representa uma incidência anual de 8,5%, similar à incidência de base. Esta taxa de incidência, se sustentada, significaria que mais de 50% destas mulheres jovens teriam VIH no prazo de oito anos.

    Das 42 mulheres infetadas, 28 receberam a TAR precocemente, 24 delas no prazo de 15 dias da infeção. Das 14 que optaram por não tomar TAR imediatamente, 11 tiveram a infeção detetada no prazo de 15 dias da exposição.

    Entre as mulheres não tratadas, o pico da carga viral atingiu as dezenas de milhões de cópias/ml dez dias depois do diagnóstico, mas diminuíram para um patamar constante com uma média de 30.000 cópias/ml entre as três e quatro semanas após o diagnóstico. As suas contagens de CD4, com uma média de 800 células/mm3 antes da infeção, caíram para 250 células durante o pico da virémia, mas depois recuperaram, embora não completamente, para cerca de 470 células/mm3 no 30º dia.

    As mulheres tratadas imediatamente atingiram apenas um pico de carga viral de cerca de 40.000 cópias/ml e apresentaram uma carga viral abaixo das 50 cópias/ml no dia 30 após o diagnóstico. As suas contagens de CD4 oscilaram ligeiramente durante o pico da virémia, mas ficaram em níveis estáveis de pré-infeção no dia 30.

    Apenas 3 das 22 mulheres tratadas com a TAR e com dados completos disponíveis desenvolveram anticorpos anti-VIH e, deste modo, apresentaram testes “VIH-positivos”. Não houve relação entre o pico da carga viral e o desenvolvimento de anticorpos, mas houve uma ligeira relação entre faltar às consultas médicas e a seropositividade ao VIH.

    Algumas das mulheres tratadas não desenvolveram qualquer resposta imunitária ao VIH – não apenas uma ausência de anticorpos, mas também uma ausência de resposta de células CD8. Daquelas que produziram esta resposta, embora apresentassem menos células reativas ao VIH, desenvolveram uma resposta anti-VIH muito mais forte. Em contraste, em mulheres não tratadas, as células CD8 específicas para o VIH exibiram uma resposta muito mais fraca para o VIH do que para outros vírus (60% para CMV ou citomegalovirus, 100% para gripe).

    Discussão
    Este resultado é concordante com os outros apresentados no Simpósio, o que sugere que o VIH tem uma atuação específica nas células CD8 que as torna lentas e não reativas, provavelmente ao induzir as células a uma ‘regulação negativa’ ou retirarem os seus receptores de outros transmissores imunológicos para si mesmas, tal como o receptor CD127, cuja presença indica a longevidade das células.

    Estes resultados podem alterar a “hipótese da inflamação” que refere que o VIH causa dano ao provocar a exaustão do sistema imunológico. Em vez disso, pode especificamente desligar partes do mesmo. As células CD8 específicas para o VIH em mulheres tratadas tinham moléculas CD127 completamente reguladas e segregavam dez vezes mais interferon-gamma.

    Implicações e próximos passos

    Embora estes resultados sejam intrigantes, a pergunta é: o que se segue para as mulheres tratadas? Será que seus níveis aparentemente muito baixos de vírus se traduzem em uma capacidade de contê-lo se a TAR for suspensa? Este é um debate crítico na pesquisa da cura. Alguns cientistas dizem que apenas a interrupção do tratamento nos dirá se a toma da TAR precocemente ou outras intervenções podem levar ao controle sem TAR. Outras/os querem mais experiências com animais e melhores indicadores de controle antes de considerar a interrupção do tratamento para as pacientes. Ndung’u disse que a opinião atual da comissão de ética do ensaio foi a de que as mulheres devem permanecer em TAR por pelo menos 2 a 3 anos antes de considerar a interrupção do tratamento.

    Questões relacionadas com isto incluem:

    • Como educar as mulheres que testam VIH-negativo para que compreendam que provavelmente ainda têm a infeção; e, também,
    • Decidir se a PrEP (profilaxia pré-exposição) deve ser incluída na oferta a mulheres com tão alta incidência.

    Numa reunião paralela, a Organização Mundial de Saúde referiu que a oferta da PrEP deve ser uma prioridade em populações em que a taxa de novas infeções pelo VIH é de 3% ao ano ou superior.

    Referência
    Ndung’u T Addressing key gaps in cure research through identification and treatment of hyperacute HIV infection in a resource limited setting. Towards a Cure 2016 Symposium, 21st International AIDS Conference, Durban, 2016. Vejahttp://www.iasociety.org/Web/WebContent/File/HIV_Cure_2016_Symposium_Programme_July.pdf para o  programa.

    Traduzido e adaptado por Isabel Nunes, Seres

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    25August

    Análise de sangue para personalizar tratamento antidepressivo

    August 25, 2016
    0 Comment

    Cientistas do ‘King College London’ desenvolveram uma análise sanguínea que prevê com precisão se as pessoas deprimidas respondem aos antidepressivos comuns e desta forma, eventualmente, anunciar uma nova era de tratamento personalizado para pessoas com depressão.

    Guiadas por esta análise, as pessoas com depressão e com inflamação no sangue acima de um certo limiar poderão ser encaminhadas para o acesso antecipado a estratégias de antidepressivos mais assertivas, como uma combinação de antidepressivos, antes de sua condição piorar.

    Aproximadamente metade de todas as pessoas deprimidas não respondem aos antidepressivos de primeira linha e um terço das/os pacientes são resistentes a todos os tratamentos farmacológicos disponíveis. Até agora, tem sido impossível determinar se as/os pacientes individuais irão responder aos antidepressivos comuns ou se precisam de um plano de tratamento antidepressivo mais assertivo, que pode incluir uma combinação de mais de um medicamento.

    Como resultado, as/os pacientes são tratadas/os com uma abordagem de tentativa e erro em que um antidepressivo é tentado após o outro, muitas vezes por 12 ou mais semanas para cada tipo de antidepressivo. Isso pode resultar em longos períodos de tratamento antidepressivo ineficaz para os indivíduos que não demonstram uma melhoria nos sintomas de qualquer das maneiras.

    O estudo, publicado no The International Journal of Neuropsychopharmacology, enfoca em dois biomarcadores que medem a inflamação no sangue, tendo como referência estudos anteriores que demonstraram que níveis elevados de inflamação estão associados a uma reduzida resposta aos antidepressivos.

    As/Os cientistas descobriram que os resultados das análises de sangue acima de um determinado nível podem prever, de uma forma precisa e confiável, a probabilidade dos indivíduos responderem aos tratamentos. As pessoas com níveis de ‘MIF’ e ‘IL- 1β’ acima dos limiares apresentaram 100 por cento de probabilidade de não responder aos antidepressivos convencionais e comumente prescritos. Aqueles com inflamação abaixo do limite sugerido espera-se que respondam aos antidepressivos de primeira linha, de acordo com os autores do estudo.

    Os dois biomarcadores analisados no estudo são considerados como importantes na previsão de como as pessoas com depressão respondem aos antidepressivos, pois estão envolvidos em vários mecanismos cerebrais relevantes para a depressão. Estes incluem o nascimento de novos neurónios e as ligações entre estes, assim como a morte de células do cérebro através de um processo chamado de “stress oxidativo”. O ‘stress oxidativo’ ocorre quando o corpo, ao mesmo tempo, produz em excesso e se esforça para remover as moléculas denominadas de “radicais livres”. Estes ‘radicais livres’ quebram conexões cerebrais e interrompem a sinalização química do cérebro, que por sua vez pode levar ao desenvolvimento de sintomas depressivos ao reduzir os mecanismos de proteção do cérebro.

    Esta pesquisa tem em consideração o conhecimento do efeito do interferão alfa, como ativador do sistema inflamatório, no desenvolvimento da depressão.
    Encontre o estudo inicial aqui e o seguinte aqui.

  • disbiose microbial
    20August

    Bactéria Vaginal pode aumentar a suscetibilidade ao VIH e reduzir a eficácia da PrEP

    August 20, 2016
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    O crescimento excessivo de certas espécies de bactérias vaginais foi associado a uma probabilidade 13 vezes maior de infeção pelo VIH, enquanto outra espécie diminui os níveis de tenofovir e pode contribuir para reduzir a eficácia da profilaxia pré-exposição (PrEP) por meio do gel vaginal, de acordo com um conjunto de apresentações na Conferência Internacional de SIDA/AIDS 2016 no mês passado em Durban.

    Estes resultados têm particular importância na Africa do Sul onde os níveis de infeção por VIH em adolescentes e jovens mulheres é muito elevado.

    As novas descobertas derivam de estudos de acompanhamento de mulheres que participaram num estudo da PrEP com um gel vaginal que continha tenofovir (medicamento anti-VIH). Os estudos foram realizados pelo Centro para o Programa de Pesquisa da SIDA na Africa do Sul / Centre for the AIDS Programme of Research in South Africa (CAPRISA), sediado em Durban, uma região onde 66% das mulheres de 30 anos estão infetadas. A equipa do CAPRISA, demonstrou, em 2010, que o gel reduziu o risco de infeção na mulher em 44%. Mas apesar do resultado ser encorajador também levantou questões sobre as causas do gel não ser mais eficaz.

    Estudos analisaram cuidadosamente a microflora vaginal de 119 mulheres que eram VIH-negativas no início do estudo, e compararam as 49 que ficaram infetadas com as outras. Num estudo prévio das mulheres deste estudo, as/os cientistas do CAPRISA e seus colaboradores da Universidade da Cidade do Cabo na África do Sul relataram, no ano passado, que as mulheres que tinham uma inflamação do trato genital mais elevada eram mais propensas a serem infetadas.

    Estudos em macacos sugeriram um mecanismo: a inflamação traz mais glóbulos brancos CD4 (os alvos favoritos do VIH) à superfície da mucosa. E num outro estudo de mulheres em KwaZulu-Natal, Kwon e colegas relataram, no ano passado, que a inflamação na vagina está associada a uma diminuição de Lactobacillus, uma espécie – que encontramos no iogurte, e que cria um ambiente ácido inóspito para muitos patógenos. Como as/os cientistas observaram, mas não podiam explicar, os Lactobacillus predominavam nas vaginas de apenas 37% das mulheres foco de estudo, em comparação com 90% das mulheres brancas nos Estados Unidos

    Até agora, porém, ninguém tinha claramente associado específicos microbiomas vaginais a um aumento do risco de infeção pelo VIH. “Agora temos dados reais”, diz o diretor do CAPRISA, o epidemiologista Salim Abdool Karim.

    Os dados provêm de um massivo esforço para identificar espécies de bactérias na citologia vaginal das mulheres no estudo, do CAPRISA, sobre o gel tenofovir. O laboratório da Universidade de Columbia, que se especializa em encontrar agentes patogénicos raros, extraíram cerca de 25.000 sequências de bactéria ribossomal de ARN de cada esfregaço e usou os dados genómicos para identificar um total de 1368 espécies.

    Uma espécie relativamente rara, Prevotella bivia, destacou-se como particularmente prejudicial. As mulheres cujos microbiomas vaginais incluiam mais de 1% do P. bivia apresentaram os maiores níveis de inflamação genital e uma maior probabilidade de se infetarem com o VIH. Estas mulheres tinham, marcadamente, níveis reduzidos de Lactobacillus, e as/os cientistas demostraram que P. bivia estava associada a elevados níveis de um composto que promove a inflamação chamado lipopolissacarídeo (LPS). Anteriormente, estudos in vitro mostraram que o crescimento de P. bivia levava a elevados níveis de LPS, que compõem a parede celular das bactérias, e o LPS, por sua vez, estimula a produção de mensageiros químicos inflamatórios.

    As mulheres que apresentavam mais de 1% P. bivia tinham uma probabilidade 13 vezes maior de se infetarem com VIH.

    No segundo estudo, de lavagens vaginais de 688 mulheres do mesmo estudo do CAPRISA, Adam Burgener e Nichole Klatt, demonstraram que o microbioma vaginal não apenas influenciava o risco de infeção; mas também podia interferir diretamente com a PrEP. Em mulheres cujos microbiomas continham menos de 50% Lactobacilli, o gel tenofovir protegeu apenas 18% das mulheres que o receberam. A eficácia subiu para 61%, quando a proporção de espécies de Lactobacillus estava acima de 50%. E quando as/os cientistas misturaram, no laboratório, várias bactérias com tenofovir, descobriram que os níveis do tenofovir mantiveram-se elevados na presença de Lactobacilli, mas desceram para metade quando misturados com uma bactéria chamada Gardnerella, que floresce quando lactobacilos são escassos. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, diz que estes resultados abrem a possibilidade de manipular o microbioma vaginal para ajudar a eliminar infeções por VIH em vulneráveis jovens mulheres.

    Os antibióticos, por exemplo, podem afastar a Gardnerella ou Prevotella. Ou a introdução de bactérias benéficas – chamadas probióticos – poderiam “expulsar” as bactérias perigosas. “O que parece uma maneira de relativamente baixa tecnologia para fazer um impacto sobre se ficamos infectadas/os ou não “, diz Fauci.

    Kwon adverte que os esforços para manipular o microbioma para tratar doenças inflamatórias do intestino têm tido um sucesso limitado.

    Mas Fauci é mais optimista. A cúpula vaginal tem um tecido muito menos suscetível do que o intestino, ressalta.

    Artigo adaptado de Science Magazine.

    Encontre o artigo cientifico aqui.

    Imagem: Burgener and Klatt, AIDS 2016, TUSS0605

  • awid
    18August

    campanha #Poderiasereu na AWID

    August 18, 2016
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    A Seres é membro da AWID, uma organização internacional, feminista empenhada em alcançar a igualdade de género, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos.

    Veja a nossa campanha no sitio da AWID: http://www.awid.org/node/6041

     

  • Capture
    12August

    diretivas atualizadas sobre VIH e alimentação infantil

    August 12, 2016
    0 Comment

    As diretivas atualizadas da Organização Mundial de Saúde (OMS) no âmbito do VIH e da alimentação infantil

    As diretivas abordam quatro aspetos da alimentação infantil no contexto do VIH:

    • a duração da amamentação pelas mães que vivem com VIH;
    • intervenções para apoiarem as práticas de alimentação infantil por mães que vivem com VIH;
    • o que recomendar quando as mães que vivem com VIH não amamentam exclusivamente; e
    • o que aconselhar quando as mães que vivem com VIH não planeiam amamentar por 12 meses.

    De salientar as fortes recomendações para:

    1. As mães que vivem com VIH amamentarem por pelo menos 12 meses e poderem continuar a amamentar até aos 24 meses ou mais enquanto completamente apoiadas na adesão à terapêutica antirretroviral (TAR).
    2. As autoridades de saúde nacionais e locais, ativamente, coordenarem e implementarem os serviços nas unidades de saúde e as atividades em locais de trabalho, comunidades e mulheres para proteger, promover e apoiar o aleitamento materno.
    3. Destacar a garantia de que a TAR reduz o risco de transmissão de VIH pós-natal no contexto da alimentação mista. Embora a amamentação exclusiva seja recomendada, praticar a alimentação mista não é uma razão para interromper a amamentação na presença de medicamentos antirretrovirais .

    4.Garantir a mães que vivem com VIH e a profissionais de saúde que uma menor duração do aleitamento inferior a 12 meses é melhor do que não iniciar a amamentação de todo.

     

    Encontre as diretivas aqui.

     

     

  • asmmicrobe4
    05August

    novidades na cura para o VIH

    August 05, 2016
    0 Comment

    Cientistas estão a explorar as diferentes maneiras para que as pessoas que vivem com o VIH sejam funcionalmente curadas da sua infeção. Aqui são apresentados estudos recentes e futuros envolvendo duas dessas estratégias: vacinas terapêuticas e anticorpos amplamente neutralizantes. A maioria das pesquisas apenas envolveu até agora modelos animais, geralmente macacos rhesus infetados com o SVIH, a versão símia do VIH, mas os ensaios clínicos que começam no final deste ano examinarão ambos os caminhos para a cura do VIH em humanos. A fim de erradicar o vírus a partir de um animal ou do corpo de uma pessoa considera-se a neutralização ou excisão não só da porção do vírus que se replica, mas também do reservatório viral de VIH. Isso provavelmente vai exigir uma combinação de diferentes estratégias. O Dr. Dan H. Barouch explica-nos.

    Estratégias de Erradicação do VIH

    Sete estratégias para erradicar o VIH estão a ser, atualmente, estudadas: – iniciar a terapia antirretroviral (TAR) logo após a infeção inicial, ativar o reservatório do vírus latente, modular o próprio sistema imunológico da pessoa infetada para ajudar a combater o VIH por si,  modificar o material genético quer do vírus para torná-lo menos infeccioso quer da pessoa infetada para proporcionar imunidade contra o VIH, o transplante de medula óssea, a fim de restabelecer o sistema imunológico não infetado da pessoa, e com vacinas terapêuticas ou anticorpos amplamente neutralizantes para manter a carga viral de uma pessoa em níveis não detetáveis sem TAR.

     

    As vacinas terapêuticas

    Algumas vacinas terapêuticas (Ad26) induzem uma resposta imunitária significativa em macacos rhesus infetados com o SVIH. Ter começado a TAR no prazo de sete dias desde o inicio da infeção parece ajudar neste processo. Num estudo, as células T dos animais tiveram uma melhor resposta à vacina se tivessem recebido anteriormente TAR – mesmo em comparação com animais que não foram infetados com o SVIH. No entanto, continua para se ver se a resposta imunitária pode ser sustentada após parar a TAR nos macacos infetados com SVIH, e sobretudo em seres humanos. A melhor maneira de usar estes vacinas terapêuticas na cura funcional do VIH será provavelmente combiná-las com compostos que reativem o reservatório do vírus latente que o VIH estabelece no início do processo de infeção, chamados “agentes de reativação da latência”. Esta estratégia é chamada de “chocar e matar”(shock and kill). ”

     

    Anticorpos para a Prevenção do VIH

    Anticorpos amplamente neutralizantes podem ser utilizados de diferentes formas: para prevenir o VIH, quer antes da pessoa ser exposta ao vírus ou pouco tempo após a exposição; como tratamento para a infeção por VIH ou como parte de uma estratégia para curar as pessoas infetadas com VIH. Uma estratégia de cura tornou-se possível, nos últimos cinco anos, com o desenvolvimento de anticorpos muito mais potentes.

    Os anticorpos amplamente neutralizantes têm como alvo três locais diferentes dentro da molécula: V2, CD4bs e V3. Os estudos em macacos rhesus têm mostrado que um dos agentes que atinge o V3 – PGT121, pode proteger contra determinadas estirpes de SVIH. PGT121 pode, portanto, ser útil como um componente de uma estratégia baseada em terapia medicamentosa para a prevenção do VIH.

     

    Anticorpos Amplamente Neutralizantes para Curar a Infeção Crónica por VIH

    Enquanto os macacos cronicamente infetados pelo SVIH tratados com PGT121 e TAR foram inicialmente capazes de suprimir o vírus, mesmo quando não tratados com antirretrovirais, o SVIH eventualmente retornou. O tempo entre a interrupção do tratamento e a recuperação viral dependia da carga viral do animal antes de iniciar o tratamento ao SVIH: quanto menor a carga viral, maior o tempo até retomar os antirretrovirais. Isto demonstra que os anticorpos amplamente neutralizantes podem ser úteis na supressão do vírus entre pessoas que foram infetadas com VIH há algum tempo, mas, a longo prazo, unicamente esta estratégia é insuficiente para curá-las do VIH.

     

    Anticorpos Amplamente Neutralizantes para a Cura da Infeção Aguda pelo VIH

    Um estudo com 64 macacos rhesus comparou nenhum tratamento com apenas TAR, com apenas PGT121 e uma combinação de TAR e PGT121. O tratamento foi iniciado três ou sete dias após a infeção. Enquanto todos os animais foram capazes de suprimir o vírus SVIH a níveis indetetáveis durante o tratamento, um reservatório de células infetadas com o SVIH foi mesmo assim estabelecido e, eventualmente, causou o reaparecimento do SVIH em todos os animais de laboratório. O período entre a paragem da TAR e o retorno do SVIH para níveis detetáveis foi mais longo no grupo que recebeu tanto a TAR e PGT121 três dias depois de ter sido infetado com SVIH. Assim, apesar de nenhum dos animais terem sido realmente curados do SVIH, a combinação de anticorpos amplamente neutralizantes e tratamento antirretroviral (TAR) precoce parece ser uma via promissora para um estudo mais aprofundado.

     

    Plano para Estudo de PGT121 em humanos

    O ensaio humano irá combinar PGT121 com outros anticorpos que são ou específicos para um local de ligação nas células CD4 ou dependem de um glicano V2. No laboratório, todos os anticorpos amplamente neutralizantes, a serem usados neste ensaio, demonstraram ser eficazes contra quase dois terços do vírus. Aqui, a maioria das estirpes de VIH que não estão cobertas pela PGT121 são cobertas por anticorpos complementares. Como resultado, durante a pesquisa prévia, a combinação de PGT121 e um dos outros anticorpos foi capaz de neutralizar mais de 90% do VIH. No entanto, os métodos atualmente disponíveis para a deteção do vírus no sangue, no trato gastrointestinal ou no tecido linfonodo (gânglios linfáticos), embora altamente sensíveis (menos de três cópias do vírus em um milhão de células), ainda não são suficientes para prever quem, e quando, vai experimentar uma replicação viral.

     

    Onde é que isto nos deixa?

    De acordo com Barouch, as vacinas terapêuticas e anticorpos amplamente neutralizantes são estratégias promissoras para o desenvolvimento de uma cura funcional para o VIH. No entanto, é improvável que apenas uma estratégia possibilite uma maneira de erradicar o VIH do corpo de uma pessoa infetada. A combinação de intervenções será, portanto, necessária. Embora o objetivo final seja encontrar uma cura para o VIH humano, estudos que envolvem macacos rhesus infetados com o SVIH são úteis para testar novas abordagens para atingir este objetivo. Ainda assim, os dados de modelos animais devem ser confirmados através de pesquisa com seres humanos. Para este efeito, ensaios clínicos humanos que incluem uma vacina terapêutica (Ad26 / MVA) e um anticorpo amplamente neutralizante (PGT121) vão começar ainda este ano.

    Fonte: BodyPro

    Imagem: Dan H. Barouch, M.D., Ph.D., apresentado em ASM Microbe 2016.

     

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