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- Em Portugal, vivem com o VIH, 17.137 mulheres (valores acumulados 1983 a 2019).
- As mulheres representam 30,7% dos novos casos de infeção (dos 778 casos diagnosticados durante o ano 2019 maiores de 15 anos). De salientar que a via de infeção é sobretudo via heterossexual (92,5%) e nesta categoria as mulheres representam 51% das infeções (221 casos nas mulheres comparativamente a 212 casos em homens).
- A idade à data de diagnóstico situou-se entre os 25 e os 49 anos em 64,8% dos novos casos, enquanto 24,2% foram diagnosticados em indivíduos com idade superior ou igual a 50 anos.
- Nas mulheres, a idade à data de diagnóstico situou-se em 7.1% entre os 15 e 24 anos; 24,1% em mulheres com idade igual ou superior a 50 anos. 64,9% dos novos casos situou-se entre os 25 e os 49 anos. A idade mediana foi de 40 anos.
- Apesar dos novos casos de infeção entre 15-19 anos representar apenas 2,6% do total de casos, em 2019, as raparigas representam 43% dos casos nesta idade.
- 43,9% dos novos casos ocorreu em mulheres oriundas de Africa subsariana.
- “Em 2019 foram diagnosticadas 24 infeções por VIH do tipo 2 (VIH-2). Esses diagnósticos ocorreram maioritariamente em mulheres (83,3%; 20/24), em indivíduos com 50 ou mais anos (66,6%; 16/24) e em nascidos na Guiné-Bissau (75,0%; 18/24).”
- O diagnóstico foi tardio em 46,7% das mulheres e mais frequente nos casos de transmissão heterossexual (56,7%)…atingindo o valor de 68,1% nos casos com idades de 50 ou mais anos.”
- Os novos casos de SIDA ocorrem sobretudo entre heterossexuais (73,8%). As mulheres representam 34,9% dos novos casos de SIDA, sendo mais prevalente entre os 39-49 anos.
- Existiram 197 óbitos por SIDA, em 2019, 52 eram mulheres.
“Portugal foi, durante vários anos, o país da União Europeia com a taxa mais elevada de diagnósticos de SIDA. Desde 2012 ocupa a segunda posição atrás da Letónia, contudo, as taxas anuais observadas têm valores de aproximadamente o quádruplo da taxa média europeia” .
Encontre o relatório INSA, 2020 aqui.
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20.1 milhões de mulheres, no mundo, vivem com VIH
Em Portugal vivem com o VIH, 17.137 mulheres (valores acumulados 1983 a 2019). (INSA, 2020)
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Celebramos, hoje, o Dia Mundial contra a Sida, no decorrer de uma outra pandemia. E celebramos de uma forma diferente, mais intimista, recorrendo a plataformas que nos unem. Celebramos confinadas para que no próximo ano estejamos TODAS e não falte ninguém.
As pessoas que vivem com VIH, e sobretudo as sobreviventes de longa duração, sabem o que é viver uma pandemia. Na década de 80 e 90 do milénio passado, sentimos a discriminação e o estigma, sentimos o medo do desconhecido. E hoje, apesar dos avanços biomédicos, o estigma e a discriminação ainda persistem.
Os grandes avanços biomédicos permitem, que hoje, uma pessoa a viver com VIH, tenha uma esperança de vida similar a qualquer outra pessoa, que possa disfrutar a vida com uma doença crónica, que possam ser mães e pais, que possam viver plenamente. O tratamento como prevenção permite, que hoje se diga, que uma pessoa com VIH, com carga viral indetectável e comprometida no seu tratamento não transmite o VIH. E permite, também, que as pessoas seronegativas ao VIH possam evitar a transmissão através da profilaxia pré-exposição (PrEP). Em breve, tomaremos uma injeção bimensalmente, em lugar da toma diária de comprimidos.
Neste dia mundial da resposta ao VIH/SIDA prestamos homenagem e lembramos todxs xs que partiram, todxs que se sujeitaram a pesquisas médicas e científicas com impacto negativo na sua saúde para beneficiar todxs xs outrxs, todxs que sofreram e sofrem, todxs as que lidam com efeitos secundários das terapias que xs salvam, todxs xs que lutaram e lutam para que muitxs possam viver hoje vidas dignas.
É também um tempo de esperança e de novos começos, de oportunidades. A esperança de uma vacina mas também de um mundo sem estigma, um mundo sem sexismo, sem racismo, sem homofobia, sem os preconceitos que agravam qualquer epidemia. Para isso a ação de todxs é necessária, a minha, a tua a de todxs nós para que vivamos num mundo de solidariedade, de direitos humanos, de amor e compaixão.
Na Seres acreditamos que esse mundo é possível e defendemos, lutamos por uma vida justa, equitativa e com qualidade onde as pessoas com VIH tenham recursos, voz, escolha e oportunidades livres de qualquer estigma e/ou discriminação.
#MaisInformaçãoMenosPreconceito
#PoderiaSerEu
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Mulheres que já se encontram em terapia antirretroviral e que começam a tomar um inibidor da integrase (INSTI) apresentam um aumento maior na hemoglobina A1c (HbA1c) e na tensão arterial do que aquelas que continuam o tratamento para VIH sem um INSTI. Tanto a HbA1c quanto a tensão arterial são indicadores de risco cardiometabólico.
As 1.118 participantes (234 no grupo INSTI, 884 no grupo não INSTI) foram acompanhadas por cerca de dois anos. No início do estudo, 73% estavam com sobrepeso ou obesas.
O aumento da HbA1c e da tensão arterial foi particularmente pronunciado em mulheres que ganharam ≥ 5% do peso após iniciar um INSTI.
Embora as taxas de diabetes incidente (5% no grupo INSTI, 2% no grupo não INSTI) e hipertensão (24% no grupo INSTI, 20% no grupo não INSTI) fossem comparáveis entre os braços do estudo, os aumentos observados ainda aumentam o risco de complicações glicémicas e doenças coronárias das participantes.
Mais estudos são necessários.
Encontre o estudo aqui.
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Uma injeção administrada a cada dois meses demonstrou ser mais eficaz que a toma diária de um comprimido, na prevenção do VIH em mulheres.
Esta notícia é particularmente importante para as mulheres que têm dificuldade em obter ou tomar a profilaxia pré-exposição (PrEP).
Este estudo salienta a importância de incluir mulheres nos estudos científicos relativos ao VIH. As mulheres continuam sub-representadas nestes estudos apesar de constituírem metade das infeções por VIH, no mundo.
O único tratamento aprovado como PrEP é o Truvada que apresenta uma boa eficácia se tomada em conformidade com o prescrito. Mas a boa adesão requerida nem sempre é possível ou existente. Por outro lado, a sua toma a longo prazo pode levar à perda óssea.
Por isso a importância destes resultados pois apresenta mais opções para as mulheres.
Este tratamento ainda não foi aprovado.
Encontre a notícia sobre este estudo aqui.
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A IAS Educational Fund disponibiliza os conteúdos das conferências, sobre VIH, em português.
Encontre aqui.
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As questões mais comuns, das pessoas que vivem com VIH (PVV), relativamente ao COVID-19 são:
1 – Estou em risco de desenvolver a infeção por COVID-19 com mais gravidade?
2 – Como posso proteger-me e a minha família de contrair o COVID-19?
Risco de desenvolver o COVID-19 com mais gravidade, em PVV
Não existe um risco de desenvolver o COVID-19 com mais gravidade devido ao VIH. Diversos estudos, nos Estados Unidos da América, não encontraram evidências de uma maior gravidade de COVID-19 em PVV. As PVV infetadas com COVID-19 têm um excelente prognóstico e devem ser tratadas da mesma forma que a população em geral. Contudo, muitas PVV são idosas e vivem com comorbidades, como por ex. a diabetes, que as podem colocar em maior risco de desenvolver o COVID-19 com maior gravidade. E por isso todas as pessoas devem tomar precauções para minimizar o risco de contrair o COVID-19.
Para reduzir o risco de contrair o COVID-19 deve-se:
- Lavar as mãos frequentemente
- Usar máscara e proteção nos olhos (o uso de máscara reduz o risco de exposição de 17.4% para 3.1%. O uso de proteção nos olhos reduz o risco de 16% para 5.5%)
- Manter distância de 2 metros (manter a distância física reduz o risco de exposição de 12.8% para 2.6%.)
Existem evidências que demonstram que o coronavírus se propaga através de pequenas gotículas aéreas conhecidas como aerossóis, que permanecem no ar por mais tempo do que grandes gotículas. Durante certas atividades, como cantar ou em áreas com pouca ventilação, o vírus pode propagar-se em longas distâncias através destes aerossóis.
Prevenir o COVID-19 em PVV
É importante transportar consigo um desinfetante para limpar as mãos com frequência. Outra sugestão é evitar multidões e transportes públicos sempre que possível e evitar atividades prolongadas em lugares fechados.
É importante manter a sua terapia antirretroviral tal como prescrito e ter um stock de ARVs para um mês.
Pesar os riscos e benefícios de atendimento presencial e dar preferência, se possível, a atendimentos virtuais ou por telefone se não for urgente.
Juntxs podemos prevenir a transmissão do COVID-19!
Fonte: the Lancet e Annals of Internal Medicine
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Estudo, realizado na Africa do Sul, em 1.000 pessoas, investigou os efeitos secundários a longo prazo de antirretrovirais (ARV) mais recentes prescritos como tratamento inicial. E observou elevadas taxas de obesidade, sobretudo entre as mulheres.
- 28% das mulheres a tomar a combinação de ARV, Tenofovir alafenamide fumerate (TAF), emitricitabina (FTC e dolutegravir (DTG) tornaram-se obesas.
- 18% das mulheres a tomar Tenofovir disproxil fumerate (TDF), FTC e DTG tornaram-se obesas.
- 12% das mulheres a tomar TDF, FTC e efavirenz (EFV) tornaram-se obesas.
As mulheres não eram obesas no início do estudo.
Encontre a notícia sobre este estudo aqui.
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neste sitio pode calcular a sua toma diária de cálcio, e fazer os ajustamentos necessários.
encontre o sitio, em inglês, aqui.
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fonte: WHO interim guidelines 2018
