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A Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica lançou o desafio, nós respondemos. Clique no link acima para ler o nosso artigo.
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A Viiv recomenda, em resultado de estudo a decorrer no Botsuana, que:
- em mulheres em idade fértil deve realizar-se um teste de gravidez e deve ser excluída a possibilidade de existência de gravidez antes de iniciar tratamento com dolutegravir;
- as mulheres em idade fértil devem usar um método contraceptivo eficaz enquanto estiverem a tomar o dolutegravir;
- em mulheres em idade fértil que desejem engravidar, recomenda-se que seja evitada a utilização do dolutegravir;
- no caso de uma mulher engravidar enquanto está a tomar dolutegravir e se for confirmada a gravidez durante o primeiro trimestre, recomenda-se a mudança para outro tratamento a não ser que não haja uma alternativa adequada disponível.
As reações adversas podem ser notificadas em:
telf.: 21 798 73 73
linha do medicamento: 800 222 444 (gratuita)
email: farmacovigilancia@infarmed.pt e online no sitio Infarmed

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O dolutegravir pode causar malformações congénitas, alerta a Agencia Europeia de Medicina (European Medicines Agency)
Órgãos reguladores, nos Estados Unidos e na União Europeia, lançaram o alerta: as mulheres com VIH, que podem engravidar, não devem usar o inibidor da integrase dolutegravir (Tivicay, também em Triumeq e Juluca) sem o uso de uma contracepção efetiva. Este alerta foi efetuado após um relatório, do Botsuana, que revelou uma frequência mais elevada de nascimento com malformações em bebés nascidos de mães que engravidaram enquanto tomavam dolutegravir.
Fonte: http://www.aidsmap.com/page/3270353/?utm_source=NAM-Email-Promotion&utm_medium=aidsmap-news&utm_campaign=aidsmap-news
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A doença cardíaca relacionada ao VIH é uma das principais causas de morte entre pessoas que vivem com o VIH- mesmo quando se encontram em consistente e eficaz tratamento contra o vírus. Estudos revelam que esta complicação é provavelmente provocada pela inflamação crónica do próprio vírus e outros fatores. O que é menos compreendido é por que o VIH parece ter um impacto maior nos corações das mulheres.
Embora os homens que vivem com o VIH tenham uma probabilidade 1,5 vezes mais elevada de ter um ataque cardíaco do que os homens seronegativos, esse risco duplica ao comparar as mulheres que vivem com o VIH com as suas homólogas seronegativas.
Agora tenta-se aprender o porquê dessa disparidade e como garantir que as mulheres com VIH vivam vidas mais longas e saudáveis. Nova pesquisa publicada, no mês passado, no Journal of Acquired Imune Deficiency Syndromes apresenta pistas vitais para ajudar a fechar a lacuna de género. E relata que a presença de placa nas artérias coronárias, um fator de risco comum para ataques cardíacos, se manifesta de forma diferente em mulheres que vivem com o VIH comparativamente aos homens.
Por outro lado, os homens que vivem com o VIH apresentam quase quatro vezes a probabilidade de placa coronária e um tipo de placa coronária particularmente de alto risco relativamente às mulheres que vivem com o VIH – embora as mulheres tenham um maior risco de ataque cardíaco atribuível ao VIH. Mas por que as mulheres ainda correm maior risco?
Estudos em populações VIH-negativas também mostraram que as mulheres tendem a ter menos placa coronária do que os homens, apesar dos piores resultados de doenças cardíacas. A disparidade sugere que mecanismos menos estudados podem estar por trás da possibilidade de uma mulher ter sérios eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos, incluindo placas escondidas em vasos sanguíneos menores que alimentam o coração. No entanto, sem mais pesquisas, não está claro se essas observações se aplicam a mulheres que vivem com VIH que têm um risco ainda maior de doença cardíaca.
O que as/os cientistas têm a certeza é que as diferenças sexuais biológicas desempenham um papel no desenvolvimento de doenças relacionadas ao VIH, e como os resultados do estudo atual enfatizam, as/os profissionais de saúde devem ter cuidado ao aplicar evidências de estudos de doenças cardíacas, relacionadas ao VIH, com participantes exclusivamente masculinos aos cuidados de mulheres que vivem com VIH.
Recentes estudos investigam novos dados para aprender como as diferenças entre os sexos, na doença cardíaca e a progressão da infeção pelo VIH, funcionam juntas. O estudo REPRIEVE avaliará a capacidade de uma medicação de estatinas para prevenir doenças cardíacas, relacionadas ao VIH, em homens e mulheres. Neste grande ensaio internacional, será conduzida uma avaliação sobre como as diferenças entre os sexos influenciam os mecanismos, riscos e tratamento de doenças cardíacas no contexto do VIH. Em última análise, as/os médicas/os podem ser capazes de adaptar a forma como avaliam e tratam os corações das mulheres que vivem com o VIH com evidências específicas para o sexo e o estado serológico de suas/seus pacientes.
Fonte: B Foldyna, et al. Sex Differences in Subclinical Coronary Atherosclerotic Plaque Among Individuals with HIV on Antiretroviral Therapy. (link is external) Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes DOI: 10.1097/QAI.0000000000001686 (2018).
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Apresentado no CROI 2018 (Conferência em Retrovírus e Infeções Oportunistas) este estudo demonstra que o enfarte de miocárdio pode ser reduzido com a substituição do abacavir.
Várias directrizes, como as britânicas, já recomendam a não utilização do abacavir em pessoas com risco elevado de doença cardiovascular.
Encontre o estudo em:
- Mallon P et al. Platelet function upon switching to TAF vs continuing ABC: a randomized substudy. 25th CROI, 4-7 March 2018, Boston. Oral abstract 80.
www.croiconference.org/sessions/platelet-function-upon-switching-taf-vs-continuing-abc-randomized-substudy (abstract)
www.croiwebcasts.org/console/player/37179 (webcast) - Mallon P et al. Change in soluble glycoprotein VI (SGPVI) when switching from ABC/3TC to TAF/FTC. 25th CROI, 4-7 March 2018, Boston. Poster abstract 677LB
www.croiconference.org/sessions/change-soluble-glycoprotein-vi-sgpvi-when-switching-abc3tc-tafftc (abstract and poster) - Kirk A Taylor et al. Comparative impact of antiretrovirals on human platelet activation. 25th CROI, 4-7 March 2018, Boston. Poster abstract 673.
www.croiconference.org/sessions/comparative-impact-antiretrovirals-human-platelet-activation (abstract and poster) - Victor Collado-Diaz. Leukocytes are key to the pro-thrombotic effects of abacavir. 25th CROI, 4-7 March 2018, Boston. Poster abstract 674.
www.croiconference.org/sessions/leukocytes-are-key-pro-thrombotic-effects-abacavir (abstract and poster) - Hsue P et al. Comparing strategies for reducing myocardial infarction rates in HIV patients. 25th CROI, 4-7 March 2018, Boston. Poster abstract 692.
www.croiconference.org/sessions/comparing-strategies-reducing-myocardial-infarction-rates-hiv-patients (abstract and poster)
Artigo inicialmente publicado por HIV i-base.
- Mallon P et al. Platelet function upon switching to TAF vs continuing ABC: a randomized substudy. 25th CROI, 4-7 March 2018, Boston. Oral abstract 80.
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Depois da presença em locais públicos, no cinema e do site www.vihmaisdoqueserpositivo.pt – base da campanha e que está continuamente a ser atualizado com nova informação -, a campanha “VIH é” chega agora à SIC e à FOX com um spot de 15’ a que Pedro Fernandes dá voz. Relembramos que “VIH é: Mais do que ser positivo” é uma campanha sobre a infeção por VIH para o público em geral focada na qualidade de vida. Trata-se de uma campanha que pretende informar e esclarecer as pessoas que vivem com VIH, os seus familiares, bem como a população em geral, sobre a infeção por VIH, os factores de risco e a gestão de comorbilidades associados à doença, com o objectivo de promover a literacia em saúde e a qualidade de vida dos doentes.
‘VIH é’ uma campanha da Gilead para saber mais em:
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Cientistas da Universidade de Waterloo estão a desenvolver um novo diapositivo que pretende proteger as mulheres da infeção pelo VIH, tendo-se inspirado num grupo de mulheres quenianas que são naturalmente imunes ao vírus.
Dr. Emmanuel Ho, desta universidade, projetou o dispositivo que pretende imitar o que protege um grupo único de profissionais do sexo no Quênia que apresentam uma imunidade natural ao VIH. Estas mulheres têm baixos níveis de atividade nas suas células T, que são as células que o sistema imunológico envia para a ação sempre que um vírus entra no corpo.
Normalmente, as células T tornam-se células de ‘combate’ e matam os vírus infetantes, mas Ho explica que o VIH supera as células T ao corrompê-las e destruí-las.
Quando os níveis de células T caem, o corpo fica vulnerável até mesmo às infeções mais ligeiras. Mas se as células T estão “em pausa” e não tentam combater o VIH, este virus não tentará destruí-las. Esse estado de repouso de células T é chamado de “imune quiescente”.Ho decidiu investigar se havia uma maneira de induzir a quiescência das células T, nas mulheres, através de uma medicação colocada no ponto de infeção na vagina. Ho decidiu experimentar a hidroxicloroquina, um medicamento comumente usado para prevenir a malária, e para tratar a artrite reumatóide e outras doenças autoimunes. Para tal utilizou um implante vaginal.
Os implantes foram testados em animais tendo-se observado uma redução na ativação das células T.
Este implante é proposto como alternativa aos comprimidos. Saberemos mais daqui a 5 anos quando a equipa se propoe testar em humanos.
Encontre o artigo aqui.
Imagem CTV News.
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Pela primeira vez, as pessoas que vivem com VIH estão a viver esperanças de vida praticamente normais. Os avanços na medicina permitem que mais mulheres que vivem com o VIH (MVVIH) experienciem a menopausa. Infelizmente as especialistas em VIH têm pouca experiência na gestão da menopausa e as médicas de clinica geral detêm pouca experiencia com o VIH. Que conjuntamente com a escassa informação e pesquisa relativa a menopausa e VIH coloca as MVVIH com limitado acesso aos cuidados e tratamentos.
Post Reproductive Health publicou uma revisão de dados relativos ao VIH e menopausa.
As MVVIH encontram-se em elevado risco aquando do aumento da sua esperança de vida. Tanto a menopausa como a infeção por VIH aumentam o risco de doença cardiovascular, baixa densidade mineral óssea, osteoporose e diagnósticos de saúde mental.
O tratamento hormonal para a menopausa é subutilizada pelas MVVIH devido a preocupações com as interações medicamentosas.
O estrogênio transdérmico é preferível para as MVVIH porque estão associados a uma menor risco de tromboembolismo venoso que as preparações orais. A farmocinética antirretroviral não diferencia entre MVVIH pré e post-menopausa.
O VIH pode estar relacionado com a menopausa precoce e os dados são conflituosos.
As MVVIH com menopausa merecem o mesmo acesso à informação, cuidados que as outras mulheres com menopausa. adequado conhecimento é essencial para o tratamento e uma comunicação multidisciplinar é primordial para o bem estar das MVVIH em transição para a menopausa.
Encontre o artigo aqui.
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A notícia vem do Reino Unido, mas podia ser de Portugal, devido ao enfoque nos homens que têm sexo com homens as mulheres têm sido deixadas de fora nos serviços VIH.
Tal como no Reino Unido, em Portugal as mulheres representam um terço das infecções e metade vivem no limiar da pobreza e com doença mental.
As mulheres não são uma prioridade e portanto as respostas ao VIH não as incluem.
A noticia aqui.
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Estudo, publicado na revista The Lancet, revela que as pessoas infetadas pelo VIH que mais beneficiam com o inicio imediato da terapia antirretroviral são:
- as pessoas assintomáticas (sem sintomas),
- com CD4 acima das 500 células por μL,
- com mais de 50 anos,
- com um reduzido ratio Cd4/CD8,
- com elevada carga viral.
Estas pessoas, de acordo com o estudo, devem ter prioridade para o inicio imediato da terapêutica antirretroviral.
Encontre o artigo aqui.
