SERES - regressar ao ínicio

Notícias

2010-09-01 13:08:52
a importância da terminologia na prevenção do VIH e estigma

A terminologia usada na prevenção não apresentou uma mudança de facto - se a principio se categorizava em 'grupos', depois em 'populações', 'populações de risco' ou 'populações vulneráveis'. O que basicamente é o mesmo, a nuance existente não apresenta um impacto no significado nem na prevenção. Esta terminologia para além de ser contraproducente para a prevenção, promove o estigma e a discriminação.

A SERES tem vindo a propor sistematicamente a substituição desta terminologia por contextos.

A utilização de CONTEXTO é mais útil e eficaz em termos de prevenção do que a terminologia utilizada de identificação de grupos (populações ou qualquer outra categorização de grupos).

Por exemplo o contexto das drogas pode ser desdobrado em multiplos indicadores de modo a possibilitar uma identificação mais facilitada por parte dos membros do publico em geral, por exemplo no contexto das drogas - é o meu parceiro/a utilizador de drogas injectáveis (ou endovenosas)? Sou um/a utilizador/a de drogas endovenosas? Frequento trabalhadoras/es sexuais utilizadoras/es de drogas endovenosas? Tenho de alguma forma relação com este contexto que me coloque em maior risco de adquirir uma infeção sexualmente transmíssivel?...

A agregação em contextos em lugar de populações apresenta diversos benefícios nomeadamente a redução do estigma e discriminação, uma mais apropriada identificação da população em geral aos factores de risco (em vez de grupos/populações vulneráveis com quem não existe identificação), a renovação da terminologia de prevenção e dos respectivos programas.

Os instrumentos/enfoques deverão ser contextualizados à diversidade de regiões, culturas, religiões...

Esta foi a contribuição da SERES para a UNGASS prevention indicators:

My perception around the terminology used in prevention is that has not changed in fact - if at first the categorization was into 'groups', than become 'populations' or 'vulnerable populations'. It's basically the same, a nuance that don't really has an impact in the meaning and furthermore in prevention. This terminology still promotes stigma and discrimination.

Instead of using an identification of groups (populations or any other categorization in groups) the CONTEXT is more useful in terms of prevention. For instance context of drugs can be deployed in several indicators in which general people can more easily have an identification with, e.g.  in the context of drugs - is my boyfriend/girlfriend IDU? Am I an IDU? Do I frequent IDU sex workers? Do I in any means have a connection with that context that could put me in risk of IST's? ...
Aggregation in contexts instead of populations has several benefits namely the reduction of stigma and discrimination, a more appropriate identification from the population in general to factors of risk (instead of groups/vulnerable populations with whom there is no identification), the renewal of prevention terminology and its programmes.

And contexts are so diverse as regions, cultures, religions, ... the importance of general instruments that can be contextualized to each region is crucial.

(Isabel Nunes, SERES)