os maiores acontecimentos VIH, em 2020
Apesar da pandemia, e de todos os condicionalismos, existiram alguns avanços na pesquisa e estudo do VIH e tratamentos.
Nesta página apresentamos os maiores acontecimentos, nesta área, em 2020.
VIH e COVID-19
Estudos realizados em Espanha e nos EUA não conseguiram encontrar evidências de que o VIH é um fator de risco para o COVID-19.
Encontre os estudos aqui, aqui e aqui.
Mas um estudo realizado no Reino Unido, que envolveu 47,592 pacientes, demonstrou que a positividade ao VIH estava associada a um maior risco de morte (47%). Esta diferença na mortalidade era mais evidente nas pessoas com menos de 60 anos. Abaixo desta idade, o estado positivo ao VIH mais do que duplicava o risco de mortalidade.
Encontre o estudo aqui.
a taxa de mortalidade desceu entre as pessoas com VIH
De acordo com o relatório VIH de 2019, do INSA, “na última década regista-se um decréscimo na mortalidade associada à infeção por VIH. … a taxa de mortalidade observada em Portugal é muito superior à observada na União Europeia, à semelhança do já referido para a taxa de novos diagnósticos de infeção e de SIDA.”
De acordo com o relatório VIH de 2020, “o maior número de mortes ocorreu em homens (12366; 81,3%) e em UDI (7417; 48,8%). Na década mais recente registaram-se 3933 óbitos, dos quais 48,4% (n=1902) em casos de transmissão heterossexual, 41,2% (n=1619) em utilizadores de drogas injetadas e 8,3% (n=328) em HSH.” O relatório aqui.
De referir que a esperança de vida entre as pessoas que vivem com VIH (comparativamente com as pessoas sem VIH) desceu de 22 anos durante 2000-2003 para 9 anos durante 2014-2016. Mas o mesmo não se pode dizer quanto a comorbidades. O artigo aqui.
PrEP injetável
A PrEP (profilaxia pré-exposição) tem sido oferecida como comprimido, mas em breve existirá a opção de tomar uma injeção bimensal (a cada 2 meses).
Esta injeção com cabotegravir (CAB) demonstrou ser mais eficaz do que o comprimido, conforme estudos realizados em mulheres cisgénero, mulheres transgénero e HSH. E apesar de existirem efeitos secundários estes não implicaram abandonar esta terapêutica.
Encontre o estudo aqui. E sobre as mulheres aqui. Em HSH e transgénero aqui.
Uma opção para quem tem extensa resistência a TARV, Fostemsavir
A percentagem, de pessoas que vive com VIH, com múltiplas resistências e poucas opções de tratamento antirretroviral (TARV), é pequena.
Mas para essas pessoas o fostemsavir pode ser a salvação. Felizmente a maioria das pessoas nunca necessitará deste tratamento.
Encontre o artigo aqui.
Uma injeção subcutânea de 6 em 6 meses, para pessoas multirresistentes, em estudo
Para quem é multirresistente, o Lenacapavir, pode ser a solução. Mas ainda se encontra em estudo.
O Lenacapavir é uma injeção administrada a cada 6 meses, que demonstrou ser eficaz a baixar ou reduzir a carga viral.
Encontre o artigo aqui.
Aumento de peso, após início de TARV
Os inibidores da integrasse são potentes, com elevada barreira de resistência e normalmente bem tolerados. Mas observou-se um elevado aumento de peso, após a sua iniciação, sobretudo do dolutegravir e do bictegravir.
Segundo, estudo realizado na África do sul, a obesidade afeta as pessoas com VIH, mas, sobretudo as mulheres a tomar estes ARV.
Encontre o estudo aqui.
Anel vaginal
