Canadá: Cabenuva, o ARV de longa duração, um ano depois
Um ano depois do primeiro injetável de longa duração ser utilizado como tratamento do VIH, na Divisão de Doenças Infecciosas de Ontario, 15 das/os 21 pacientes que iniciaram este regime ainda continuam a usá-lo. Aqueles que abandonaram deveu-se a dor no lugar da injeção e cansaço da toma da injeção. (cansaço que pode também existir na toma de comprimidos). Mas é sempre possível passar de injetável para comprimidos e vice-versa.
Nestes dados as mulheres representam um terço dos pacientes. A média de idades de 51 anos. Iniciaram o estudo com carga viral suprimida. E mantiveram a carga viral suprimida passado um ano com o Cabenuva.
Estamos a iniciar um paradigma de mudança dos tratamentos antirretrovirais para tratamentos de longa duração que podem incluir não apenas injeções, mas também implantes, anéis, adesivos.
A combinação de cabotegravir e rilpivirina (Cabenuva) foi aprovada no Canadá em março 2020. Administrada nas nádegas a cada dois meses, revelou nos estudos ser não inferior ao habitual tratamento oral diário.
Este estudo, confirmado por outros, demonstrou que não existe a necessidade de iniciar com tratamento oral previamente às injeções.
Fonte: Medscape
