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Tag : #HIVWOMEN

Home » Tagged "#HIVWOMEN"
  • Risco de mortalidade, diagnósticos tardios de VIH (mulheres) – estudo

    January 29, 2026
    0 Comment

    Risco de mortalidade e diagnósticos tardios de VIH, o que segnifica este estudo para as mulheres?

    • Este estudo foi realizado na Florida, de 2015–2021, incluiu 24,374 individuos
    • As conclusões remetem para um estudo semelhante realizado em Inglaterra. Uma publicação recente que descreve a prevalência de diagnósticos tardios de VIH na Inglaterra entre 2015 e 2023. O estudo britânico descobriu que, de 18.217 diagnósticos, 7.177 (39%) dos diagnósticos de VIH tinham contagens iniciais de CD4 < 350 células/mm3, semelhante à proporção de indivíduos com diagnóstico tardio ou mais atrasados (41%) mostrada no relatório da Flórida.
    • Conclusões do estudo britânico – abordagens de testagem de HIV direcionadas e acessíveis, que vão além dos serviços de saúde sexual, devem ser priorizadas para idosos, indivíduos expostos por meio de relações sexuais entre homens e mulheres e grupos étnicos minoritários nascidos fora do Reino Unido.

    As mulheres apresentaram um aumento significativo de cerca de 40% no risco de mortalidade. A associação entre o sexo feminino e a maior mortalidade continua a ser pouco discutida nos Estados Unidos e não só. As mulheres representam uma proporção menor das pessoas com VIH nos EUA, e nos países do globo norte, o que pode torná-las estatística e programaticamente menos visíveis. (Na verdade, as mulheres neste estudo apresentavam uma probabilidade significativamente elevada de receber um diagnóstico tardio.) Esta constatação é um lembrete de que a prespetiva de género para o diagnóstico tardio e cuidados abaixo do ideal persistem, mesmo que raramente projetemos sistemas em torno dos mesmos.

    Encontre o estudo da Flórida aqui.

    Encontre o estudo britânico aqui.

     

     

     

  • OMS: orientações para amamentação e VIH

    January 14, 2026
    0 Comment

    A OMS recomenda que as mães com supressão viral que vivem com VIH, em terapia antirretroviral (TARV) eficaz e aderentes a esta, devem amamentar exclusivamente durante os primeiros 6 meses, introduzir alimentos complementares até aos 12 meses e continuar a amamentar com alimentos sólidos até aos 24 meses ou mais, semelhante à população em geral, uma vez que a TARV reduz drasticamente o risco de transmissão, embora não a zero. O fundamental é a adesão consistente à TARV, o monitoramento regular da carga viral e o apoio abrangente para minimizar o risco muito baixo, mas existente, de transmissão, com fórmula ou leite de doadoras como alternativas, se necessário.

    Recomendações da OMS para mães com supressão viral:

    • Amamentação exclusiva: durante os primeiros 6 meses.
    • Amamentação continuada: com alimentos complementares até aos 12 meses e, potencialmente, até aos 24 meses ou mais.
    • Aderência à TARV: A adesão total à terapia antirretroviral é crucial para reduzir o risco de transmissão.
    • Sistemas de apoio: As mães precisam de apoio para a adesão à TARV e monitorização da carga viral, juntamente com apoio à lactação.
    • Alimentação mista: Aceitável com TARV; nem sempre é necessário interromper a amamentação se for adicionada fórmula.

    Considerações importantes:

    • O risco é muito baixo, mas não nulo: Embora a TARV torne a transmissão extremamente improvável, ela não é totalmente eliminada.
    • Benefícios da amamentação: A amamentação contínua oferece benefícios para a saúde do bebé (redução de infeções) e para a saúde materna (redução do risco de cancro).
    • O contexto é importante: as recomendações equilibram as necessidades globais de saúde (onde a amamentação é vital) com ambientes de altos recursos, onde a fórmula é uma opção.
    • Monitorização: A monitorização regular para reversão viral é essencial; a interrupção ou alimentação alternativa pode ser necessária se a carga viral aumentar.

    Resumindo, a OMS apoia a amamentação para mães com supressão viral em TARV, priorizando a amamentação exclusiva inicialmente, enfatizando a TARV sustentada e reconhecendo os benefícios de uma duração mais longa da amamentação quando segura e apoiada, alinhando-se com as práticas da população em geral, quando viável.

    Todos os bebés expostos ao VIH devem receber seis semanas de profilaxia pós-natal, de preferência com nevirapina, enquanto os bebés com maior risco devem receber profilaxia tripla reforçada. A profilaxia prolongada para bebés pode ser utilizada até que a supressão viral materna seja alcançada ou a amamentação seja interrompida.

     

     

     

  • Conversas na Positiva 37 e 38 – Mulheres na Positiva, viver com cancro e VIH

    December 18, 2025
    0 Comment

    A SERES apresenta mais umas Conversas na Positiva com o apoio da Secretária de Estado da Igualdade e Migrações e CML.

    No Dia Internacional dxs Migrantes oiçamos o testemunho poderoso da Girassol que teve de enfrentar o cancro enquanto lidava com as complexidades de ser migrante e viver com o VIH. Esta é uma história de resiliência e de luta contra barreiras múltiplas, e a sua partilha é uma lição de humanidade para todas nós. Este é um vídeo em 2 partes. Obrigada!

    Encontre a sua voz e palavras poderosas em:

    Parte 1

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    Youtube

    parte 2:

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  • Seres: 20 Anos a Mudar Vidas

    December 01, 2025
    0 Comment

    Seres: 20 Anos a Mudar Vidas. O Desafio Agora É Global.

    A Seres é mais do que uma associação; somos o primeiro e único refúgio, a rede de apoio e a voz incansável das mulheres que vivem com o VIH em Portugal. Ao longo de 20 anos, transformamos vidas através do apoio entre pares, formação, literacia em saúde e da defesa intransigente dos seus direitos.

    O nosso trabalho teve um impacto real nas mulheres nacionais. Contudo, para sermos verdadeiras à nossa missão de apoio a todas as mulheres, temos de enfrentar a emergência que as estatísticas revelam.


    📊 A Realidade do VIH em Portugal: Os Dados do INSA 2024

    Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) tornam inegável a necessidade de direcionar a nossa intervenção para as mulheres migrantes.

    I. O Perfil Epidemiológico Feminino

    • Novos Casos: Em 2024, 27,2% dos novos diagnósticos de VIH em adolescentes e adultos foram em mulheres.
    • Modo de Transmissão: A principal via de infeção continua a ser a transmissão heterossexual, respondendo por 89,5% dos novos casos femininos.
    • Diagnóstico de SIDA: Dos novos casos de SIDA em 2024, 35,6% foram em mulheres, também predominantemente por transmissão heterossexual (87%).
    • Idade ao Diagnóstico: A idade mediana ao diagnóstico foi de 43 anos para o VIH e 44 anos para a SIDA, sugerindo diagnósticos tardios.

    II. O Foco Crítico: Mulheres Migrantes

    O panorama geral dos novos diagnósticos de VIH (englobando ambos os géneros) já demonstra que a maioria ocorreu em pessoas nascidas fora de Portugal (53,6%). Mas o impacto nas mulheres é gritante:

    • Proporção Alarmante: As mulheres migrantes representam aproximadamente 4 em cada 10 novos diagnósticos femininos.
    • Origem Geográfica: A maioria provém de países da África Subsariana, com destaque para as cidades de Amadora, Sintra e Odivelas, onde a maioria dos casos em mulheres ocorreu em pessoas nascidas nestes países. Há também casos relevantes de mulheres oriundas da América Latina.
    • Vulnerabilidade e Acesso:
      • As mulheres migrantes enfrentam taxas ainda mais elevadas de diagnóstico tardio, muitas vezes devido a barreiras linguísticas, culturais ou administrativas no acesso ao sistema de saúde.
      • O relatório sublinha que este grupo enfrenta maior vulnerabilidade social e económica, o que aumenta o risco de infeção e dificulta a adesão ao tratamento.

    III. A Prevenção da Transmissão Vertical (Mãe-Filho)

    O acompanhamento da gravidez revela a urgência de uma resposta focada:

    • Incidência: Entre 2015 e 2024, nasceram 2.185 crianças de mães a viver com o VIH, com uma taxa de transmissão mãe-filho de apenas 0,73%.
    • Origem das Mães: Desde 2017, predominam as mães de nacionalidade estrangeira, maioritariamente de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
    • Diagnóstico Tardia e Origem Africana: Nos casos de diagnóstico da infeção pelo VIH que ocorreu durante a gravidez (o que implica maior risco de transmissão), 72,3% eram mulheres de origem africana. Cerca de 52,5% destas mulheres viviam em Portugal há um ano ou menos.

    IV. Discriminação e Direitos

    • Discriminação: 158 mulheres que vivem com VIH relataram algum tipo de discriminação relacionada à infeção.
    • Direitos: A Seres alinha-se com a conclusão do INSA: a igualdade de género é essencial para uma abordagem eficaz à SIDA, com ênfase no cumprimento dos direitos humanos e fundamentais das pessoas afetadas.

    📢 O Chamamento da Seres

    O novo foco da Seres nas mulheres migrantes não é uma opção, é um imperativo de saúde pública e de direitos humanos. Elas estão a ser diagnosticadas mais tarde e enfrentam maiores barreiras no acesso e na adesão ao tratamento.

    A Seres tem o conhecimento, a experiência de 20 anos de apoio entre pares e a missão. Agora, precisamos de reorientar os nossos recursos para ir ao encontro destas mulheres e garantir que a sua voz seja ouvida e os seus direitos sejam protegidos.

  • migrantes miniatura
    06October

    Conversas na Positiva 36 – Migrantes

    October 06, 2025
    0 Comment
    A SERES apresenta mais umas Conversas na Positiva com o apoio da Secretária de Estado da Igualdade e Migrações e CML.
    A luta contra a infeção por VIH em Portugal tem registado progressos significativos, com uma redução no número de novos diagnósticos ao longo dos anos. No entanto, o cenário epidemiológico revela-se complexo, com a população migrante a emergir como um grupo que enfrenta vulnerabilidades acrescidas, sendo as mulheres migrantes particularmente afetadas pela intersecção de fatores sociais, económicos e de saúde.
    Oiçamos as suas vozes!
    Encontre as suas vozes em:
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    Instagram
    Youtube
  • Cuidadoras mimiatura
    06October

    Conversas na Positiva 35 – Cuidadoras

    October 06, 2025
    0 Comment
    No Dia Europeu da Cuidadora celebramos com mais umas Conversas na Positiva. Com o apoio da Secretária de Estado da Igualdade e Migrações e CML.
    Ser cuidadora em Portugal é um ato de amor, sacrifício e resiliência, mas também é uma luta constante contra um sistema que, apesar dos avanços, ainda falha em reconhecer e apoiar devidamente aquelas e aqueles que se dedicam a cuidar dos outros.
    É uma experiência que desafia a pessoa em todos os níveis, mas que, ao mesmo tempo, revela uma força e dedicação extraordinárias, que a sociedade portuguesa ainda tem de aprender a valorizar e a apoiar plenamente.
    Oiçamos as suas vozes!

    Encontre as Conversas na Positiva Cuidadoras:

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  • Albertina
    29September

    Conversas na Positiva 34 – Mulheres +75 anos

    September 29, 2025
    0 Comment
    A SERES apresenta mais umas Conversas na Positiva Mulheres na Positiva, com o apoio da Secretária de Estado da Igualdade e Migrações e CML.
    Em Portugal, apresentaram-se tardiamente aos cuidados de saúde cerca de 70% das pessoas com 50 ou mais anos. Uma percentagem significativa de novos casos de SIDA em mulheres (cerca de 24%, com base em dados de 2022) ocorre em pessoas com mais de 60 anos, o que sugere um diagnóstico tardio nesta faixa etária. O diagnóstico tardio é um grande desafio, pois significa que a pessoa só descobre a infeção quando a doença já está num estado avançado, comprometendo o sucesso do tratamento.
    Oiçam a voz e a experiência real de uma companheira com 87 anos que foi diagnosticada ao VIH com 70 anos. Obrigada!
    Encontre o vídeo em:
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  • mulheres e adições
    29September

    Conversas na Positiva 33 – Mulheres e adições

    September 29, 2025
    0 Comment
    A SERES apresenta mais umas Conversas na Positiva Mulheres na Positiva, com o apoio da Secretária de Estado da Igualdade e Migrações e CML.
    A dependência, seja de substâncias ou comportamentos, está ligada ao stresse e a experiências negativas. É portanto importante o tratamento da causa da raiz do sofrimento para superar a dependência.
    Em Portugal, a prática de redução de danos permitiu que a prevalência do VIH passasse da via de drogas endovenosas para a via sexual.
    Oiçamos as vozes, as experiências e vidas reais das nossas companheiras.
    Obrigada pela vossa resiliência e coragem!
    Previna-se! se utilizar drogas endovenosas utilize sempre material injetável novo! Utilize o preservativo! use PrEP! Cuide-se!
    Encontre o vídeo em:
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  • compreender os distúrbios de sono em pessoas com VIH

    September 25, 2025
    0 Comment

    Pessoas com VIH apresentam maior incidência de distúrbios cardiometabólicos, de humor e cognitivos.

    A má qualidade e a insuficiência do sono estão associadas a um risco aumentado dessas comorbidades e são mais comuns em pessoas com VIH.

    Embora revisões anteriores tenham explorado a prevalência e os fatores de risco para queixas relacionadas ao sono em pessoas com VIH, poucas diferenciaram essas queixas por possíveis causas subjacentes.

    Os distúrbios do sono em pessoas com VIH podem surgir de fatores específicos do VIH que perturbam o sono, incluindo efeitos diretos do vírus, inflamação crónica e tratamento antirretroviral.

    Há também evidências de que o sono é mais frágil em pessoas com VIH e que alguns distúrbios comuns do sono, como apneia obstrutiva do sono, insónia crónica e distúrbios do ritmo circadiano, podem ser particularmente problemáticos em pessoas com HIV.

    Compreender como o VIH perturba de forma única a fisiologia do sono pode informar o desenvolvimento de estratégias de gestão personalizadas e baseadas em mecanismos para melhorar a saúde do sono em pessoas com VIH/HIV.

    Encontre o artigo aqui.

  • Expectativa de vida em adultos com VIH em terapia antirretroviral

    September 25, 2025
    0 Comment

    Para pessoas com VIH em TARV e com contagens elevadas de células CD4 que sobreviveram até 2015 ou iniciaram a TARV após 2015, a esperança de vida era apenas alguns anos inferior à da população em geral, independentemente da data em que a TARV foi iniciada. No entanto, para pessoas com contagens baixas de CD4 no início do acompanhamento, as estimativas de esperança de vida eram substancialmente mais baixas, enfatizando a referida importância do diagnóstico precoce e do tratamento continuado do VIH.

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    Ver o artigo completo aqui.

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