27January
VIH e contraceptivo injetável de longa duração
Uma meta-análise, publicada na PLOS Medicine, de 18 estudos que medem as taxas de infeção pelo VIH entre as mulheres que usam contraceção hormonal, foi realizada na África subsaariana. Dados como participante individual estiveram disponíveis para um total de 37.124 mulheres dos 15-49 anos, dos quais 1.830 foram infetadas com o VIH.
“A contracepção tem benefícios profundos para as mulheres e sociedades”, escrevem os autores, “incluindo a redução da mortalidade e morbidade materna e infantil, empoderamento das mulheres para fazer escolhas sobre a fertilidade, a melhoria económica associada, e uma redução do número de bebés nascidos com VIH.”
No entanto, as utilizadoras do contracetivo injetável de longa duração de acetato de medroxiprogesterona (DMPA) parecem ter um risco de mais de 50% de desenvolver uma infeção por VIH do que as mulheres que não estavam usando qualquer forma de contraceção hormonal.
Não foi encontrado risco nos outros tipos de contracetivos injetáveis.
Resultados de outro estudo publicado na revista The Lancet Infectious Diseases, sao similares, e as/os cientistas associaram o uso do DMPA a um aumento de risco de contrair o VIH de 40%.
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