COVID 19 e amamentação
Aleitamento materno e COVID-19
Até ao momento, não há evidência suficiente e inequívoca de que o vírus SARS-CoV2 possa ser transmitido pelas mães com COVID-19 através do leito materno.
Tanto quanto sabemos, o único estudo clínico disponível, ainda que com uma amostra de apenas 9 doentes, sugere que não existe transmissão vertical no período neonatal através da amamentação. A este estudo clínico, acrescenta-se a evidência de um estudo de caso e a evidência já existente para outros vírus respiratórios, que mostra de modo em geral a não transmissão através do leite materno.
As mães que estão infetadas com o SARS-CoV2 ou sob investigação, podem manter a amamentação desde que a situação clínica o permita.
Esta recomendação baseia-se no facto de se considerar que os benefícios da amamentação são maiores do que os potenciais riscos de transmissão do coronavírus pelo leite materno, à data, não há́ indicação para suspender ou não recomendar a amamentação.
O principal risco de amamentar é o contato próximo entre a mãe e a criança, pois podem ser partilhadas gotículas infeciosas no ar, podendo levar à infeção na criança.
Assim, à luz da evidência atual, a amamentação pode ser mantida desde que as mães estejam devidamente informadas e esclarecidas e desde que sejam asseguradas boas práticas de higiene e tomadas todas as precauções para evitar a transmissão da COVID-19 à criança:
ÎLavar as mãos frequentemente com água e sabão durante, pelo menos, 20 segundos, antes e depois de cada mamada;
ÎUsar uma máscara facial durante a amamentação;
ÎEvitar tocar na boca, nariz e olhos da criança;
ÎLimpar e desinfetar os objetos e superfícies usados frequentemente;
ÎSe a mãe optar por extrair o leite com uma bomba manual ou elétrica, deve lavar as mãos com água e sabão antes de tocar em qualquer parte da bomba ou do biberão e seguir as recomendações para uma adequada limpeza e desinfeção da bomba após cada utilização;
ÎSempre que a mãe esteja muito doente, esta deve ser incentivada a extrair o leite e não dar diretamente à mama.
Fonte: DGS
