O número de pessoas muito experientes no tratamento aumentou na Europa
Cerca de 10% das pessoas que vivem com VIH (PVV) na Europa são consideradas altamente experientes no tratamento antirretroviral (AET), um número que cresce ano após ano. Mas, isso não significa resultados clínicos piores.
AET era definido como tendo o vírus resistente a diferentes classes de antirretrovirais, ter mudado de regime antirretroviral (ARV) ≥ 4 vezes, ou ter ≤ 2 classes de ARV ainda.
Dos 15 570 indivíduos em seguimento de 2010-2016, 10% eram classificados como AET. Este número era mais elevado na Europa Central e Leste e menor na Europa Ocidental. Quase todas as pessoas AET mantinham a carga viral controlada, muitas apresentavam uma baixa contagem de CD4 (≤350 células/µL). Ser AET não estava associado a risco de SIDA ou mais eventos clínicos não-SIDA.
As PVV com poucas opções de tratamento podem controlar com sucesso o vírus com novos antirretrovirais, mas as estratégias de tratamento não são sempre individualmente optimizadas. Apesar dos novos tratamentos ajudarem as pessoas AET a controlar o seu virus, é provável que as resistências eventualmente se desenvolvam, requerendo novas medicações para controlar o VIH.
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